Investigadores alemães descartam terrorismo em ataque ao ônibus do Borussia

Aposta no mercado financeira é a razão, segundo as autoridades

Estadão Conteúdo

16 Maio 2017 | 12h22

Pouco mais de um mês após o ataque ao ônibus do Borussia Dortmund, investigadores alemães descartaram de vez a suspeita de ataque terrorista. De acordo com as autoridades, as explosões se deveram a interesses financeiros de um apostador, que foi preso no dia 21 de abril.

Três explosões atingiram o ônibus do time alemão quando deixava o hotel, no dia 11 de abril, para deslocar até o estádio Signal Iduna Park, onde enfrentaria o Monaco, pelo jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões. As explosões danificaram o veículo e feriram, sem maiores riscos, o lateral espanhol Marc Bartra.

Após as explosões, a polícia levantou a suspeita de atentado terrorista por ter encontrado perto do local do ataque cartas de conteúdo muçulmano extremista. Nas semanas seguintes, as autoridades começaram a cogitar a possibilidade de um ataque sem qualquer conotação religiosa.

A suspeita era de que um homem de 28 anos, identificado apenas como Sergej W., de nacionalidade alemã e russa, teria causado a explosão para baixar o valor das ações do Borussia Dortmund. Ele teria feito um empréstimo bancário para apostar valores de até "cinco dígitos" contra a elevação destas ações.

Segundo as autoridades federais, o ataque foi causado "somente por causa de interesses financeiros". Por isso, o caso não poderá ser considerado um "crime contra o estado de significado maior". Com a decisão, os investigadores federais da Alemanha vão deixar o caso, que agora será assumido pelos procuradores na cidade de Dortmund.

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