Itália confirma permanência de Lippi, apesar de escândalo

O presidente interino da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Guido Rossi, visitou nesta segunda-feira a concentração da seleção italiana, em Coverciano, na região de Florença, e garantiu a permanência do técnico Marcelo Lippi, que é acusado de convocar jogadores sob pressão de Luciano Moggi, ex-diretor da Juventus envolvido no escândalo de manipulçao de resultados que abalou o futebol italiano nas últimas semanas. "Estou aqui para reafirmar minha total confiança na seleção e no trabalho de Marcelo Lippi durante a Copa do Mundo", disse o dirigente, que assumiu provisoriamente o lugar de Franco Carraro, que se demitiu depois que o escândalo estourou. Lippi depôs na última sexta-feira, em Roma. Ele teve conversas gravadas com Moggi, e é acusado de convocar jogadores ligados à GEA World, empresa de agenciamento de atletas que pertence a Aleesandro Moggi, filho de Luciano Moggi, e na qual trabalha seu filho, Davide Lippi. Rossi disse, no entanto, que Lippi não pode ser acusado de nada, "enquanto os reais culpados ainda não foram punidos", e prometeu "toda a tranqüilidade" ao treinador durante o trabalho de preparação da Azzurra para a Copa do Mundo. A Itália estréia na Copa no dia 12 de junho, contra Gana, em Hanover. Antes, fará dois amistosos na Suíça, contra a própria Suíça, em 31 de maio, em Genebra, e a Ucrânia, em 2 de junho, em Lausanne.

Agencia Estado,

22 Maio 2006 | 09h59

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