Itália retira árbitro da Copa por causa de escândalo

O escândalo no futebol italiano começa a trazer conseqüências para alguns dos suspeitos de envolvimento. Neste sábado, a Federação de Futebol do país anunciou que o árbitro Massimo De Santis não irá mais apitar na Copa do Mundo da Alemanha - e a Fifa já avisou que ele não será substituído por ninguém. Além da punição para Massimo De Santis, que é suspeito de envolvimento no escândalo de apostas ilegais e de manipulação de resultados do futebol italiano, os assistentes de arbitragem Alessandro Griselli e Marco Ivaldi devem ficar de fora da Copa. Quem também está envolvido na confusão é o goleiro titular da seleção italiana e da Juventus, Gianluigi Buffon. Ele é acusado de fazer apostas envolvendo jogos de futebol, o que é proibido para jogadores profissionais na Itália. E, inclusive, foi interrogado neste sábado pelos promotores que investigam o caso. Buffon corre até o risco de ficar fora da lista que o técnico Marcelo Lippi divulga nesta segunda-feira, com os 23 convocados da Itália para a disputa da Copa do Mundo da Alemanha. O mar de lama do futebol italiano começou com a revelação de influência da Juventus na arbitragem e agravou-se com a suspeita de envolvimento de outros clubes - como Milan, Lazio, Fiorentina - em esquema de manipulação de resultados. Por causa do escândalo, toda a diretoria da Juventus renunciou ao cargo durante esta semana. Enquanto isso, o time de Turim busca neste domingo conquistar o título do Campeonato Italiano pelo segundo ano seguido. Para isso, precisa apenas de um empate com a Reggina, na última rodada, para ficar na frente do Milan.

Agencia Estado,

13 Maio 2006 | 13h31

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