Italianos querem barrar estrangeiros

Assustada com a crescente presença de atletas estrangeiros ?não comunitários? no futebol do país, a Associação Italiana de Jogadores de Futebol decidiu partir para a briga. O presidente da entidade, Sergio Campana, lançou nesta terça-feira uma campanha pela aprovação de um projeto que restringe drasticamente a atuação de jogadores não nascidos em países da comunidade européia. O projeto prevê que cada equipe será obriga a usar pelo menos seis jogadores nacionais por partida, em todos os campeonatos - profissionais ou amadores - em desenvolvimento no país. ?A presença indiscriminada de jogadores não comunitários nos clubes italianos é dramática. Queremos limitar a importação de jogadores, inclusive a dos amadores?, disse Campana. De acordo com ele, a entidade já registrou a presença de estrangeiros em categorias juvenis e até infantis em diversos clubes. O dirigente sindical garante que futebol italiano vem sofrendo um processo de invasão, que se acentua a cada ano. Segundo levantamento da Associação, a temporada 2001-02 conta com 341 jogadores estrangeiros em clubes da 1ª e 2ª divisões, contra os 315 da temporada anterior e 249 da temporada 99-2000. Campana lembra ainda que na temporada 95/96 o número de estrangeiros na Itália era de apenas 66 jogadores. Segundo o presidente da Associação, a campanha tem como objetivo ?defender a identidade técnica do futebol italiano?. Além da obrigatoriedade de seis italianos por partida em cada clube, a entidade exige que dois terços dos jogadores inscritos nos campeonatos sejam do país.

Agencia Estado,

05 Março 2002 | 10h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.