Jogadores do Palmeiras comparecem ao enterro de Alemão

Cerca de 300 pessoas acompanharam na tarde desta segunda-feira, 9, o sepultamento do corpo do atacante Alemão, do Palmeiras, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, Baixada Fluminense. O jogador morreu na madrugada de domingo, em um acidente de carro na cidade de Nova Iguaçu. Com as marcas da colisão no rosto, a mulher do jogador de 23 anos, Jackselane Ribeiro Gomes, de 21 anos, admitiu que o marido tinha apenas um ano de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sempre corria muito com sua Toyota Hilux. Ela ainda fez um apelo aos motoristas: "Andem devagar com seus carros, por favor. Se ele não estivesse correndo, teria se machucado apenas. Mas eu o alertei várias vezes e não adiantou. Comprou um carro potente e não sabia guiá-lo", disse, emocionada. Alemão dirigia o veículo importado, onde estavam também sua mulher, sua filha, a mãe, um sobrinho, dois irmãos, um amigo e um cunhado. O atacante perdeu a direção do carro, que se chocou contra uma árvore e uma pedra e capotou. Três jogadores do Palmeiras (Edmundo, Leandro e Martinez) e o técnico Caio Júnior vieram ao Rio para se despedir do jovem atacante. O presidente do clube, Affonso Della Monica, e os dirigentes Toninho Cecílio e Savério Orlandi também foram ao velório. Somente o lateral-esquerdo Leandro acompanhou o cortejo, pois o enterro começou 60 minutos depois do horário previsto pelos palmeirenses, que tiveram de sair às pressas para não perder o vôo para São Paulo. Leandro, no entanto, fez questão de ficar até o fim para dar o último adeus ao amigo, com quem tinha grande identificação. Ambos dividiam quarto na concentração, nasceram no bairro de Austin, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), e deram os primeiros chutes nos campos de várzea da região. "A ficha ainda não caiu", disse Leandro, vestindo um camisa preta com uma foto do amigo e a inscrição "Saudade Eterna". O atacante Edmundo não encontrou palavras para definir Alemão. "Fica até difícil falar nesses momentos." Homenagem O presidente do Palmeiras informou que vai consultar na terça-feira a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ver se é possível que o Palmeiras entre em campo no sábado, contra o Grêmio, no Olímpico, com o nome do atacante Alemão estampado nas costas das camisas dos jogadores. O clube custeou o enterro do atleta, orçado em cerca de R$ 24 mil. "O Palmeiras vai dar toda assistência possível à família do Alemão", declarou o dirigente. "A dor é muito forte", afirmou o técnico Caio Júnior. Uma bandeiras do Palmeiras foi posta sobre o caixão. O cunhado de Alemão, Sérgio Ventura Ferraz, de 28 anos, outra vítima fatal do acidente, foi enterrado nesta segunda no mesmo cemitério.

Bruno Lousada, do Estadão

09 Julho 2007 | 20h15

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