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Copa 2014

Jogadores marfinenses exibem abatimento após derrota

PAULO FAVERO - Agência Estado

25 Junho 2014 | 08h 31

O atacante Didier Drogba deixou o Castelão sem motivos para sorrir. Aos 36 anos, o jogador disputou provavelmente sua última Copa e, ao sair dos vestiários, preferiu não falar sobre o assunto. Em um gesto apenas, ao bater com a mão no peito, quis dizer o quanto seu coração doía com a eliminação para a Grécia, que venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira, em Fortaleza, e avançou às oitavas de final do Mundial.

O atacante vinha de uma sequência complicada, com problemas físicos que faziam com que ele tivesse de ficar no banco de reservas. Por valer vaga, o técnico Sabri Lamouchi optou por escalá-lo como titular, mesmo sabendo que ele não aguentaria 90 minutos. E foi de fora que Drogba viu a Grécia fazer o segundo gol. Ajoelhado, lamentou a derrota.

No vestiário, os jogadores ficaram um longo tempo refletindo sobre os erros da partida. O lateral-direito Aurier resumiu o clima. "É uma decepção, mas é assim mesmo. A vida segue, só que é difícil encontrar palavras para explicar o que aconteceu", disse.

Um problema que abalou o grupo foi a morte do irmão caçula de Yaya e Kolo Touré. O falecimento deixou o elenco muito abatido, principalmente Yaya, que não teve um bom desempenho contra a Grécia. "Foram dias muito difíceis. Eu conversei bastante com meus familiares, mas fiquei esgotado por causa disso", afirmou Yaya, sem querer falar sobre uma possível aposentadoria na seleção. "Não sei, estou exausto e preciso descansar. Não quero falar sobre isso", resumiu.

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