Joseph Blatter: 'Foi a melhor Copa em que eu estive'

Apesar dos problemas, evento realizado no Brasil bate recordes a cada dia e faz cartola da Fifa considerá-lo o melhor dos últimos anos

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

12 Julho 2014 | 09h27

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, considera que o Mundial de 2014 no Brasil foi "o melhor" que ele já participou e confirma: "foi a Copa das Copas". O evento que termina amanhã no Rio de Janeiro vai bater todos os recordes de audiência, de público, de publicidade e de exposição nas redes sociais. O tom do discurso de Blatter se contrasta com anos de queixas do cartola em relação ao Brasil, cobranças e ataques.

Agora, uma avaliação feita pela Fifa indica que o torneio foi um êxito, apesar dos atrasos e alguns problemas de segurança. Na segunda-feira, uma coletiva de imprensa foi convocada para que Blatter faça uma avaliação do torneio.

Mas ele não esconde o que deve dizer. "Foi a melhor Copa em que eu estive", admitiu Blatter durante uma festa na sexta-feira pela noite no Copacabana Palace e financiada pela Rússia. Questionado se o torneio havia cumprido a promessa de ser "A Copa das Copas", Blatter não hesitou: "certamente". Blatter está em sua décima Copa e trabalha na Fifa desde 1975. 

A cúpula da Fifa não esconde sua satisfação com o torneio. Enquanto o futebol emocionante tirou todo o foco político do evento, a entidade passou a registrar uma audiência sem precedentes, tanto na TV quanto na Internet. Com patrocinadores e torcedores contentes, a Fifa considerou a "operação Brasil" como um "sucesso".

Numa reunião da cúpula da Fifa na sexta-feira, ficou ainda claro como diversos cartolas estrangeiros admitiram que estavam céticos antes da Copa rolar e que, com o Mundial em andamento, tiveram de reconhecer o êxito do Brasil.

Mas o tema "proibido" é mesmo falar de legado. Metade das obras prometidas não foi entregue e, em sua avaliação, a Fifa vai tentar mostrar como a chegada de turistas e a injeção de dinheiro na economia ficarão como resultados positivos para o Brasil.

A mudança da percepção da imprensa internacional sobre o País, segundo os cartolas da Fifa, também será uma tecla que a entidade vai insistir ao falar do legado da Copa para o Brasil. 

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