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Copa 2014

Joseph Blatter pede apoio do povo para a Copa do Mundo

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

05 Junho 2014 | 17h 40

'Estou certo de que, quando o pontapé inicial for dado, todo o País voltará à febre do futebol', declarou o cartola em São Paulo

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pede o apoio da população brasileira para a Copa do Mundo. Faltando sete dias para o Mundial, o cartola fez um apelo para que a sociedade se mobilize para apoiar a seleção e o evento.

"Estamos trabalhando com os governos em confiança para entregar a melhor Copa jamais feita. Mas precisamos também do apoio do povo e isso é importante", disse Blatter. "Estou certo de que, quando o pontapé inicial for dado, todo o país voltará à febre do futebol", declarou. "Tenho certeza que o ambiente desse país vai mudar", insistiu.

Blatter chegou a chamar o futebol de um "movimento social" e pediu que todos se unam a esse projeto. "O futebol é um movimento social onde todos estão dentro", disse. "Tenho certeza de que todos estarão dentro desse movimento", afirmou. Blatter, porém, indicou que isso também depende dos resultados da seleção brasileira.

Dida Sampaio/Estadão
Em clima amigável com Dilma, Blatter desconversa sobre pontos negativos

O cartola lembrou que a Copa é uma janela do Brasil para o mundo e que isso é algo positivo para a população. A Fifa está preocupada com as manifestações e vem exigindo do governo segurança total.

José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local, fez questão de negar que exista uma resistência dos brasileiros em relação ao evento. "A maioria dos brasileiros está feliz e entusiasmada", disse.

Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, também adotou o mesmo discurso. "Queremos um momento de paz e de festa", disse. "Fizemos tudo o que esteve em nosso alcance para proporcionar segurança e, acima de tudo, uma acolhida carinhosa por parte do povo brasileiro", afirmou. "Que se sintam em casa", declarou.

Rebelo ainda pediu que os jornalistas estrangeiros e turistas deixem o País não com a lembrança das desigualdades, mas "de um País que luta para corrigir seus problemas".

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, ainda completou que, apesar dos atrasos, nenhum jogo está ameaçado. "Estamos em controle de tudo. Está tudo controlado", insistiu.

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