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Laudo aponta afundamento do solo na Arena Corinthians

Investigação do Instituto de Criminalística isenta operador da queda do guindaste que içava estrutura e causou a morte de dois operários

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Paulo Favero ,
O Estado de S. Paulo

03 Junho 2014 | 23h03

O laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre o acidente na Arena Corinthians, em novembro do ano passado, vai mostrar que houve afundamento do solo, segundo informações do SPTV, da Rede Globo. Isso isenta o operador José Walter Joaquim de culpa e também mostra que o guindaste não teve qualquer falha no processo. "Eu não tive acesso ainda ao laudo, mas desde o começo dissemos que não tinha sido culpa do operador", explica Carlos Kauffmann, advogado da Locar, empresa que aluguel o equipamento para a Odebrecht.

O acidente, na ocasião, provocou a morte de dois operários e ainda derrubou parte da fachada do estádio em Itaquera, atrasando ainda mais as obras do estádio que receberá a abertura da Copa do Mundo. Quem está à frente do processo é o delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º DP, de Artur Alvim. Ele ainda não viu o laudo e prefere não falar sobre o documento que não conhece. "Até agora são quase 800 folhas de processo e ainda tenho de somar o laudo a isso. O perito já ligou, mas eu evidentemente tenho de mandar buscar o laudo. Quando chegar, vou ler o documento e juntar à prova documental e testemunhal", avisa.

O acidente ocorreu em novembro do ano passado, quando o guindaste estava erguendo a última peça da cobertura, que pesava 420 toneladas, mas a treliça acabou caindo. Desde então, a Odebrecht e a empresa Liebherr vieram fazendo estudos para detectar o que poderia ter acontecido. A proprietária do guindaste levou a caixa preta do aparelho para a Alemanha, mas os dados não tinham sido gravados. Já em abril, a Odebrecht divulgou um laudo próprio, assinado por Roberto Kochen, diretor técnico da GeoCompany e professor da Escola Politécnica da USP, garantindo que a única certeza era de que não tinha havido afundamento do solo. Agora, se o laudo do IC for confirmado, ele vai contra os estudos de Kochen.

A Odebrecht preferiu não se manifestar e apenas avisou que aguarda o laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), que ainda não saiu. / Colaborou Vítor Marques