Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Levir Culpi não poupa e se dá bem com o Santos no Brasileirão e na Libertadores

Com entrosamento adquirido entre os atletas, time não perde há 16 jogos

Estadão Conteúdo

12 Setembro 2017 | 07h35

O Santos chega com moral elevado no jogo desta quarta-feira contra o Barcelona, em Guayaquil, no Equador, pela rodada de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Venceu com autoridade o clássico contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro e está invicto há 16 partidas. O time está embalado, apesar de o técnico Levir Culpi preferir andar na contramão em relação aos colegas. Ele escala sempre a melhor formação que tem à disposição e só poupa atletas ocasionalmente.

Com Levir Culpi não tem esse negócio de mandar a campo uma equipe mista ou reserva. Ele só não escala todos os titulares quando tem alguém suspenso ou contundido. Do contrário, a opção é pelos principais atletas. Com isso, o Santos ganha ritmo e o elenco, entrosamento.

"Tenho procurado repetir uma formação e isso está dando uma base sólida para a equipe", disse Levir Culpi após os 2 a 0 do último domingo sobre o Corinthians, no estádio da Vila Belmiro, em Santos. "Nós temos algumas jogadas muito boas, alguns jogadores ótimos", elogiou.

Poupar para preservar jogadores cansados e com risco iminente de contusão, como apontam os fisiologistas dos clubes, é um artifício que ele, a rigor, usou apenas uma vez na temporada. Foi no jogo contra o Fluminense pelo Brasileirão, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, quando deu descanso a David Braz, Copete e Bruno Henrique.

Fora isso, Levir Culpi deu folgas no "varejo" normalmente para jogadores que estavam retornando de algum problema físico, como o meia Renato e o atacante Ricardo Oliveira. Renato, por exemplo, não participou da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Paranaense, pelas oitavas de final da Libertadores, por estar com dores musculares. O técnico não quis arriscar.

A preferência por utilizar sempre os titulares não quer dizer que o treinador não valorize os reservas santistas. Ao contrário. Ele diz confiar plenamente nas opções que tem no elenco. Considera até que eles serão fundamentais para que o Santos brigue pelo título da Libertadores e, quem sabe, pelo caneco do Brasileirão, embora a distância para o líder Corinthians ainda seja significativa - nove pontos (50 a 41). "Procuro dar força para todo o elenco. Não é possível para a gente vencer esses campeonatos que estamos disputando com 11, 12 jogadores. O grupo é muito legal".

Nesta quarta-feira, em Guayaquil, Levir Culpi precisará escalar um reserva por contusão do titular - o zagueiro Gustavo Henrique. O Santos é a única equipe invicta na atual edição da Libertadores e o treinador e os jogadores entendem que pelo menos manter essa condição no jogo no Equador é importante, até para dar mais tranquilidade para o confronto de volta, marcado para o próximo dia 20, na Vila Belmiro.

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