JF Diorio / Estadão
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Lugano é elogiado, mas São Paulo evita falar sobre renovação com atleta

Diretoria está avaliando é se vale a pena manter o atleta de 36 anos, que tem contrato até junho

Paulo Favero, Estadão Conteúdo

24 Maio 2017 | 13h02

Um dos destaques do São Paulo na vitória sobre o Avaí, o zagueiro Diego Lugano não sabe se ficará no clube. O jogador tem evitado falar no assunto e, quando perguntado se recomendaria uma ampliação do vínculo contratual do uruguaio, que termina no final de junho, o técnico Rogério Ceni se esquivou de dar uma posição mais clara sobre a possibilidade de renovação.

"Acho que o Lugano é um cara muito importante para a instituição, agrega muito. Se você espera que ele jogue em sequência, sete partidas no mês, é complicado. Apesar de que ele tem boas avaliações físicas, mas o tempo passa para todos. É uma decisão que passa pela administração. Ele tem meu carinho, admiração eterna, até porque coloquei ele para jogar porque acredito no seu futebol, na sua capacidade", disse o treinador.

"É um exercício que deve ser feito pelo custo-benefício. Tenho respeito por alguém que construiu uma história tão bacana junto comigo. Mais do que ele ficar ou não, tem de ser feito, e está sendo feito, a demonstração de respeito por um atleta que fez tudo pelo São Paulo. O respeito que tenho por ele, o colocando como capitão em todos os jogos que atuar", continuou Ceni.

O que a diretoria do São Paulo está avaliando é se vale a pena manter o atleta. O que pesa contra é o salário, estimado em US$ 70 mil (cerca de R$ 230 mil) por mês, abaixo do teto salarial do clube. O que pesa a favor é que o jogador tem mostrado ótima forma física, faz muito tempo que não se machuca e tem uma liderança que mexe com seus companheiros e com os torcedores. A forma como enfrentou o Avaí, inclusive, fez com que os dirigentes melhorassem um pouco a avaliação sobre ele.

Do seu lado, Lugano evita falar sobre o assunto. Ele quer permanecer, mas espera uma demonstração de interesse da diretoria do São Paulo. "Eu treino sério e me dedico ao máximo todos os dias. É difícil jogar pouco, de vez em quando, ainda mais para um zagueiro grande e com a idade que tenho. Mas tenho de trabalhar sério. Esse é o exemplo que posso passar para meus companheiros, esse é o melhor legado que eu posso deixar aqui no São Paulo", avisou.

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