Luxemburgo encontrou formação titular

Vanderlei Luxemburgo garante que "nó tático" não existe, mas a verdade é que sua estratégia foi um dos pontos fundamentais da vitória do Palmeiras sobre o São Paulo por 4 a 2, na quarta-feira, pelo Torneio Rio-São Paulo. Se alguém não acreditava na teoria de que a escalação de três volantes nem sempre é sinal de formação de um time defensivo, o clássico do Morumbi comprovou a tese. O técnico disse que montou o time de acordo com as deficiências do adversário. "Sei que o Souza não é um grande marcador, assim como o Kaká", explicou Luxemburgo. Outra certeza era a de que se o Palmeiras desse espaço para o São Paulo jogar, a derrota seria certa. "Se conseguisse fechar os espaços no meio-de-campo e impedisse os meias de jogar, eles teriam dificuldades para fazer o mesmo conosco." Luxemburgo optou por escalar o time com três volantes - Paulo Assunção, Magrão e Claudecir - mais Alex como único meia típico. "Ele (Luxemburgo) disse que a primeira coisa a fazer era neutralizar o meio-de-campo do São Paulo, depois atacar", contou Claudecir. A forma agressiva surpreendeu o time de Nelsinho Baptista, que esperava um adversário atacando a partir de Arce na lateral-direita. No segundo tempo, o Palmeiras caiu de produção, depois que Magrão e Claudecir foram substituídos por Juliano e Galeano. Mas a experiência serviu para Luxemburgo definir a formação do time para o jogo contra o Etti Jundiaí, no sábado. "A tendência é manter todo mundo que enfrentou o São Paulo."

Agencia Estado,

21 Março 2002 | 19h46

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