Maicon sonha em jogar Copa de 2006

O lateral-direito do Cruzeiro Maicon, de 20 anos, um dos destaques do time na boa campanha deste ano - até agora, em 11 jogos oficiais, foram oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota -, acredita que tem grandes chances de estar na seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006. Consciente de que a posição que escolheu é uma das mais problemáticas do futebol brasileiro, Maicon, que já serviu à seleção sub-20 no ano passado, tornando-se campeão sul-americano, no Equador, pretende aprimorar-se a cada dia, mirando-se em um ídolo, para concretizar o sonho de defender a equipe principal do Brasil. "Eu me espelho muito no Cafu", diz o jogador, que é gaúcho de Novo Hamburgo, iniciou a carreira no Infantil do Grêmio, em 1996, e está no Cruzeiro há três anos. "Não pelo que ele tem feito na seleção brasileira, mas pelo que apresenta no Roma, da Itália, sempre procurando defender e atacar com a mesma disposição", acrescenta, lembrando que "o futebol europeu é de muita força" e que, para ser um bom lateral, o atleta "precisa dividir-se bem entre a marcação e a parte ofensiva". Filho do ex-lateral-direito Manoel dos Passos Sisenando, que foi seu treinador no Juvenil do Criciúma (SC), em 1997, Maicon conta que começou a atuar no setor por acaso. O jogador era utilizado como meia-direita na equipe catarinense, na disputa de um torneio da categoria em Belo Horizonte, quando o ala-direito titular teve de se submeter a uma cirurgia na unha. "Meu pai me colocou na posição que ele havia jogado a carreira toda, em equipes como o Grêmio e o Internacional, e eu acabei me adaptando muito bem", afirma. Em alta - Depois da boa participação na competição em Belo Horizonte, dirigentes do Cruzeiro, confiantes no potencial de Maicon, compraram metade de seu passe do Criciúma. O lateral disputou a Taça São Paulo de Juniores pela equipe da capital mineira, em 2000, e foi imediatamente alçado à categoria profissional. No início da última temporada, Maicon demorou a se reapresentar na Toca da Raposa, alegando que estava prestes a ser negociado com um clube europeu. Irritados, os cruzeirenses por pouco não o desligaram do clube, mas, como a suposta negociação foi frustrada, Maicon pediu perdão e reintegrou-se a tempo de disputar o Brasileiro. "Não gosto de falar sobre este assunto, é passado", diz o jogador. Como quase todo o time, Maicon não fez boas apresentações no campeonato nacional de 2001 - no qual o Cruzeiro, apesar de uma equipe de estrelas como Edmundo e Rincón, esteve perto do rebaixamento - e chegou a receber vaias da torcida. Este ano, no entanto, acredita ter superado algumas deficiências, sobretudo em relação ao condicionamento físico e a um fundamento importante para os laterais: os cruzamentos. "A pré-temporada do Cruzeiro, na cidade mineira de Araxá, foi fundamental para que eu recuperasse minha melhor forma", disse. "Além disso, o técnico Marco Aurélio tem me orientado bastante e enfatizado nos treinos os cruzamentos", completa, reconhecendo que pecou neste quesito, no ano passado.

Agencia Estado,

07 Março 2002 | 19h51

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.