ANDRE DUSEK | ESTADAO CONTEUDO
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Mané Garrincha, fonte inesgotável de propina

Segundo delações, Arruda recebeu repasses mesmo após deixar governo e Agnelo pediu doações ao PT; ex-governadores negam

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2017 | 07h00

Estádio com orçamento mais alto da Copa – oficialmente custou R$ 1.403,3 milhão, mas é voz comum que pode ter saído por quase R$ 2 bilhões – o Mané Garrincha, em Brasília, que se tornou o mais famoso elefante branco pós-Mundial, também teria rendido dinheiro de propina a dois ex-governadores, de acordo com delatores então vinculados à Andrade Gutierrez, que comandou as obras.

Clóvis Primo relatou acordo feito em 2009 para pagamento de 1% do valor da obra a José Roberto Arruda e que os repasses continuaram mesmo após ele ser afastado do cargo. O advogado do ex-governador, Paulo Emílio Cata Preta, disse estranhar a acusação, “uma vez que não houve execução financeira dessa obra no governo Arruda. Estamos seguros de que não há qualquer hipótese de corroboração dessas declarações.’’

Rogério Nora de Sá disse que Agnelo Queiroz (2011 a 2014) pediu pagamentos para o PT e que não havia valor determinado. “O ex-governador nega qualquer recebimento de doação da campanha dele e para qualquer campanha de forma irregular’’, disse o advogado Paulo Machado Guimarães. “E ele jamais autorizou quem quer que seja a receber vantagem, doação ou contribuição ilícita’’.

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