Maradona irá comentar a Copa do Mundo em TV da Espanha

Depois de fazer duras críticas ao atual treinador da Argentina, José Pekerman, o ex-craque Diego Armando Maradona voltou a declarar nesta quarta-feira que pretende dirigir a seleção do seu país depois da Copa do Mundo da Alemanha, que será disputada entre os dias 9 de junho e 9 de julho. "Se meu país vencer a Copa, além de ficar feliz, lutarei para ser o novo técnico da seleção. Em caso de fracasso também tentarei, com mais razão ainda", disse o Maradona, durante entrevista em Madri, onde assinou contrato para ser comentarista do "Canal Cuatro" durante o Mundial. Sucesso na Argentina com o programa "A Noite do Dez", no Canal 13, Maradona atacou Pekerman por não ter convocado o goleiro Germán Lux (River Plate) e o atacante Sergio Agüero (Independiente). "Cada argentino tem sua própria lista, mas eu teria os levado para o Mundial", afirmou. Assim como fez outras vezes, o ex-jogador disse que o Brasil é favorito ao título, mas deve ficar atento. "Espanha, Argentina, Itália, Inglaterra e França estão um degrau abaixo do Brasil, que, no entanto, não pode se descuidar porque pode ser surpreendido a qualquer momento", afirmou o ex-capitão da seleção argentina, que é fã assumido do brasileiro Ronaldinho Gaúcho. "Tomara que ele (Ronaldinho) seja o melhor de todos os tempos, mas só depois da Copa. Espero que durante a competição ele deixe que (Lionel) Messi seja o destaque para que a Argentina seja campeã", brincou. Maradona também falou sobre seu passado com as drogas. "Não consumo nada há dois anos, e, se consegui isso, foi graças às minhas filhas, que são minhas deusas."

Agencia Estado,

24 Maio 2006 | 19h10

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