Marcelo Teixeira é reeleito presidente do Santos

Atual presidente vence Paulo Schiff e terá pela frente seu quinto mandato à frente do clube praiano

08 Dezembro 2007 | 20h01

Como previsto, Marcelo Teixeira foi reeleito presidente do Santos Futebol Clube na noite deste sábado, após a apuração dos votos da eleição realizada durante este sábado, no Salão de Mármore da Vila Belmiro, em Santos. Ele continua à frente do clube no biênio 2008/09.     Veja também: Noticiário completo do Santos  Este é o quinto mandato de Marcelo Teixeira como presidente do Santos, sendo o quarto de maneira consecutiva. Apesar da pressão da oposição, que tinha como candidato Paulo Schiff, Teixeira venceu com muita tranqüila, com vantagem de 750 votos, já que recebeu 1367 contra 617 de seu concorrente. 14 sócios votaram nulo e apenas um voto ficou em branco.   Agora, a meta do presidente santista é manter o técnico Vanderlei Luxemburgo, que havia declarado que só pensaria em continuar no clube caso Teixeira fosse reeleito.   O problema, no entanto, está na quantia almejada pelo treinador, que gostaria de um reajuste em seu salário, que hoje é de R$ 500 mil mensais, ou uma redução salarial, passando a ganhar R$ 200 mil, mas com participação direta na venda de jogadores do Santos.   Mesmo se Marcelo Teixeira garantir a permanência de Luxemburgo, o Santos terá mais um problema pela frente: montar um time competivito para vencer a Libertadores.   Mas o time competitivo esperado pelo técnico e pela torcida não deverá existir em 2008; provavelmente Kleber e mais um ou dois titulares deixarão o clube, e com a troca de algumas peças sem melhora na qualidade.   O SANTOS DE HOJE Campeão paulista, confirmando o título de 2006, interrompendo a fila de 22 anos, terceiro na Copa Libertadores da América e vice-campeão brasileiro. Essa é a realidade de um time formado para ganhar tudo na temporada, mas que só obteve sucesso no estadual, tratado quase como uma pré-temporada pelos concorrentes mais fortes.   Na Libertadores, a equipe de Luxemburgo sucumbiu diante do primeiro adversário de respeito, o Grêmio, e o vice do Campeonato Brasileiro vale quase nada se levado em conta que o campeão São Paulo teve 15 pontos a mais. Para 2008, a situação será outra já no Campeonato Paulista porque o São Paulo se tornou campeão brasileiro com antecipação e depois descansou, tem o time pronto e ainda está se reforçando. Como também o rebaixado Corinthians precisa dar uma resposta rápida à ‘nação’, após a contratação de Mano Menezes, sem contar o Palmeiras, que promete entrar para valer na briga por títulos.   A última imagem do Santos é do time goleado por 4 a 2 pelo Fluminense, na Vila Belmiro, no encerramento do Campeonato Brasileiro. Um time com alguns destaques, como Kléber, Rodrigo Souto, o incansável Rodrigo Tabata e Kléber Pereira, talvez o melhor centroavante em atividade no futebol brasileiro. Mas, um conjunto sem alma e espírito de campeão, e sem um articulador que lembre Zé Roberto, o jogador referência do primeiro semestre e que continua sem substituto. Uma equipe que se considera superior, capaz de decidir um jogo quando quiser.   Depois de Antônio Carlos, que pendurou as chuteiras e se tornou cartola corintiano, devem deixar o clube Petkovic, Baiano, Alessandro, Leonardo, Carlinhos, Maldonado, Marcos Aurélio (principalmente se Luxemburgo renovar contrato), entre outros. E se tiver que recorrer à base, o técnico não vai encontrar nenhum garoto que tenha alguma semelhança com Robinho, Diego e Elano, Alex. (com Sanches Filho)

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