Marília já assimilou golpe do STJD

Um dia após ser vítima de controverso julgamento do STJD no Rio de Janeiro, a diretoria do Marília parecia já ter assimilado o golpe na sua luta para chegar à elite do futebol Brasileiro. Os dirigentes preferiram arrefecer, adotando um discurso mais cauteloso e aceitando a punição da perda de um mando imposta pelos rigorosos auditores do Tribunal. Até a marcação do jogo contra o Botafogo, terça-feira, marcado para a cidade de Presidente Prudente, foi bem recebida. Ainda inconformado com a posição da Justiça Desportiva, o presidente Beto Mayo até relembrou suas pesadas declarações no dia anterior, quando fez severas críticas ao STJD e até mesmo ao presidente Luiz Zveiter, coincidentemente, botafoguense de coração. "Sei lá... estava tão bravo que xinguei todo mundo. No final, o Zveiter foi até muito atencioso conosco", comentou o dirigente. Ele se refere à tentativa frustrada do efeito suspensivo, negado logo após a sessão de quinta-feira. O advogado João Vicente Gazolla, considerava a medida a mais adequada para resguardar a própria integridade do Tribunal e de seus membros. Gazolla também desistiu de manter o jogo com o Botafogo, terça-feira, para Marília, mesmo considerando que um lote de ingressos - em torno de 500 - já teria sido vendido. Na verdade, a decisão foi da diretoria. A tese defendida é de que contra o Botafogo, em qualquer estádio, haverá uma torcida do interior a favor do Marília. O mesmo não aconteceria, por exemplo, diante do Palmeiras que tem torcedores espalhados por todas as cidades do Estado.

Agencia Estado,

31 Outubro 2003 | 19h01

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