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Copa 2014

Mesmo com pressão, o 'Brasil continua favorito', diz Felipão

Luiz Antônio Prósperi - enviado especial a Fortaleza - O Estado de S. Paulo

04 Julho 2014 | 05h 00

Treinador acredita que jogo com a Colômbia será duro, mas sem o clima de guerra que se viu no confronto com o Chile

Luiz Felipe Scolari não espera uma guerra diante da Colômbia, hoje, no Castelão, na disputa por uma vaga à semifinal da Copa. O treinador da seleção disse que o jogo dos colombianos é parecido com o do Brasil e a tendência é de um futebol mais leal. Bem-humorado, sem deixar de ser duro, Felipão garantiu que o discurso otimista dele e do coordenador Carlos Alberto Parreira a respeito do favoritismo do Brasil continua de pé. Nem poderia ser diferente.

"Continua, sim (favorito). Os jogadores continuam com o mesmo discurso. O Parreira foi muito feliz naquelas declarações e segue tudo igual. Estamos no quinto passo. São sete. Conversei com o Paulinho, e ele me garantiu que os jogadores não têm problema com pressão. Estão acostumados."

Para chegar ao sexto degrau (semifinal), Felipão disse que é preciso respeitar a Colômbia e não fazer do confronto uma batalha. "O jogo com a Colômbia vai ser muito difícil, mas muito difícil mesmo. Porém, bem diferente do que enfrentamos contra o Chile. Quando jogamos com chilenos, uruguaios e argentinos, o clima é de guerra. Eles sempre têm uma artimanha, um jeito duro... é uma guerra. Com a Colômbia, não."

Nilton Fukuda/Estadão
"Chamei 23, confio neles e vamos abraçados até o fim", garante o treinador

Nesse clima menos bélico, o técnico da seleção garantiu que não vai mudar o esquema tático do time e adiantou que não fará uma marcação especial em James Rodríguez, a sensação da Colômbia e da Copa. 

"O James é muito bom, a Colômbia tem grandes jogadores, mas não vamos fazer uma marcação individual. Nenhuma seleção nesta Copa fez marcação individual. O Brasil vai marcar por setor, como sempre faz."

Depois de falar sobre o adversário, Felipão voltou ao assunto da conversa reservada que teve com seis jornalistas, entre eles o repórter do Estado. Questionado se estava arrependido de ter selecionado apenas seis no amplo universo da imprensa que acompanha a seleção na Granja, o treinador voltou ao seu velho estilo.

"Não me arrependo. Não tenho como descer (dos alojamentos para a tenda da imprensa) para conversar com todo mundo. Tem alguns que são mais meus amigos, gosto mais, e vou fazer isso, como fazia em 2002 no Japão, sentava com 7, 8 e conversava. Quem não foi convidado é porque, quem sabe, eu não goste tanto ou porque eu não queria conversar. Não pode existir ciúme de homem, pelo amor de Deus, é brabo! Quem não gostou que vá pro inferno."

Felipão disse ainda que não trocaria um dos 23 convocados por um que ele não chamou para a Copa. "O que disse é que acrescentaria um que tenha característica que se encaixa nos jogos que vamos ter daqui para frente. Chamei 23, confio neles e vamos abraçados até o fim."

E para fechar a conversa, voltou a bater em Louis van Gaal, técnico da Holanda, que havia afirmado que o Brasil "podia escolher o rival" das oitavas. 

"Cinco jogos das oitavas terminaram na prorrogação ou nos pênaltis. E um deles não foi, porque o time dele (Van Gaal), que disse ter um complô para o Brasil, foi ajudado."

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