1. Usuário
Assine o Estadão
assine
Copa das Confederações

México é a pedra no sapato da seleção brasileira

Robson Morelli - Enviados Especiais

17 Junho 2013 | 07h 16

Adversário desta quarta conseguiu até evitar medalha de ouro nas Olimpíadas

BRASÍLIA - O Brasil não tem boas recordações do México, adversário desta quarta-feira, no estádio Castelão, em Fortaleza. No ano passado, o rival estragou o que seria a primeira conquista de ouro olímpico da seleção, e fez desmoronar um trabalho de dois anos conduzido pelo então técnico Mano Menezes

A derrota por 2 a 1 nos Jogos Olímpicos de Londres recolocou o Brasil na estaca zero em seu processo de reformulação do futebol após outro fracasso, esse bem maior, na Copa do Mundo da África do Sul.

O México é um adversário encardido, que trabalha a bola bem mais do que o time japonês. Desembarcou no país da Copa como a terceira força do grupo e já caiu na estreia com a derrota (2 a 1) para a Itália, neste domingo, no Maracanã.

Do grupo de Felipão, alguns jogadores estavam em Londres quando a seleção ficou com a prata. Aquele também foi o primeiro revés de Neymar. Zagueiro e líder da seleção brasileira, Thiago Silva confessou que o México incomoda. “O time ainda está engasgado depois de Londres. É uma seleção que sempre nos complica, mas não temos de fazer disso uma revanche olímpica.”

Neymar também não alimenta o sentimento de revanche. Quer apenas ganhar mais uma na Copa das Confederações. “Aquela era uma outra competição, outro time, outro momento. Pensamos agora na Copa das Confederações e em ganhar todas as nossas partidas”, diz o atacante, que foi um dos primeiros a cair no gramado de Wembley, em Londres, não acreditando naquela derrota para os mexicanos em 2012. 

Uma coisa é certa: o Brasil enxerga o México com mais respeito e sabe que não será fácil superá-los no Castelão, em Fortaleza, onde a seleção já está para sua segunda partida no torneio. “O México é um time bom e que sabe jogar”, disse Hulk, que também estava na Olimpíada. Lucas e Oscar são os outros de lembranças desagradáveis do último confronto.

Contra o México, Felipão terá de apostar mais na movimentação de seus jogadores, nos deslocamentos rápidos e sem a bola, e terá muito mais problemas na defesa. “Eu o David Luiz estamos muito mais entrosados”, diz Thiago Silva. Como sempre, o time não encontrará espaços para trabalhar, como tem sido em todos os jogos. Talvez pela primeira vez o Brasil sofrerá ataques mais regulares e rápidos. O time mexicano tem como característica principal os contra-ataques rápidos e a boa compactação em todos os setores. Chicharito, do Manchester United, é o atacante a ser marcado. Jô destaca Giovanni dos Santos, com quem jogou.

TROPEÇOS

Além da final olímpica de Londres, o México ganhou outra decisão importante diante dos brasileiros. Foi na Copa das Confederações de 1999, quando fez 4 a 3 no Estádio Azteca.

De eterno freguês, os mexicanos assumiram o papel de algoz. Ultimamente, os comandados de Jose Manuel de la Torre andam dando enorme trabalho para a seleção brasileira.

Ano passado, por exemplo, venceram um amistoso em Arlington, nos EUA, por 2 a 0. Já haviam derrotado o Brasil duas vezes na Copa Ouro de 2003, e na Copa América de 2001 e 2007. Pela Copa das Confederações, o outro triunfo aconteceu em 2005.

Copa das Confederações