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Michel Bastos marca, São Paulo vence pelo Paulista e ameniza crise

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 00h 41

Tricolor faz 2 a 0 em cima do Novorizontino diante de pouco público

A vitória desta quarta-feira do São Paulo serviu principalmente para uma finalidade; tentar reabilitar Michel Bastos. O meia marcou de pênalti o primeiro gol do 2 a o sobre o Novorizontino, pelo Campeonato Paulista, em noite de chuva e futebol sofrível no Pacaembu.

Só 3,3 mil torcedores foram ao estádio. Se com a formação titular o São Paulo não empolgou no ano, o time misto e com sete mudanças para um jogo que começou às 19h30 cativou menos ainda. A pouca presença de são-paulinos fez a torcida visitante ser mais barulhenta pelo batuque. A única manifestação dos tricolores era quando Michel Bastos tocava na bola, em um sonoro "apitaço" sincronizado.

Michel Bastos abriu o placar para o São Paulo na vitória sobre o Novorizontino, no Pacaembu
Michel Bastos abriu o placar para o São Paulo na vitória sobre o Novorizontino, no Pacaembu

A perseguição, já esperada, certamente motivou Michel Bastos a mostrar futebol. Vieram dele as primeiras chances do time e a clareza para conduzir ao gol. O jogador deu belo passe para Rogério sofrer pênalti do goleiro aos 15 minutos.

Durante dois minutos Ânderson precisou ser atendido e ao longo de todo esse tempo com o jogo parado Michel Bastos permaneceu com a bola nas mãos. O último pênalti que tinha batido, contra o Cesar Vallejo, pela Libertadores, chutou na trave e iniciou uma má fase particular. Era a chance de se redimir.

Entre a cobrança perdida e a convertida ontem, aos 17 minutos de jogo, o meia foi chamado de "erva daninha" por um assessor da presidência, desabafou nas redes sociais e perdeu a faixa de capitão para Denis. No último domingo o jogador foi poupado da partida com o Rio Claro, quando a torcida fez um protestos e o ironizou ao chamá-lo de "Migué Bastos".

Para comemorar o gol ontem ele não quis ficar sozinho. Michel correu para o banco de reservas e chamou o time inteiro para celebrar coletivamente. Foi um gesto para mostrar união uma semana depois do elenco ter um racha se deveria ou não fazer um pacto de silêncio contra o atraso no pagamento dos direitos de imagem.

Só o gol tirou o primeiro tempo da monotonia, mas não poupou Michel Bastos de ouvir os apitos. O barulho só cessou no segundo tempo, quando o que passou a incomodar a torcida foi a lentidão do São Paulo. O time não resolvia o jogo e ainda vacilava na defesa.

Graças a goleiro Dênis e à boa estreia do zagueiro Maicon o time evitou o empate. Somente aos 36 minutos a equipe confirmou a vitória. O gol de cabeça foi marcado por Rodrigo Caio, ele que também na semana passada foi alvo de críticas do assessor da presidência do clube.

São Paulo em 2016
Alex Silva/Estadão
Alan Kardec

Perseguido pelos são-paulinos, Alan Kardec fez o segundo gol no Morumbi

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO - Denis; Caramelo, Maicon, Rodrigo Caio e Carlinhos; Thiago Mendes (Hudson), João Schmidt, Wesley, Michel Bastos e Rogério (Ganso); Alan Kardec (Calleri). Técnico: Edgardo Bauza.

NOVORIZONTINO - Anderson; Éder, Jéci, Domingues e Paulinho; Fahel (Pedro Carmona), Adriano, Pereira e Rayllan; Wesley (Lima) e Cléo Silva (Roberto). Técnico: Guilherme Alves.

ÁRBITRO - Adriano de Assis Mirada.

GOLS - Michel Bastos, aos 17 minutos do primeiro tempo. Rodrigo Caio, aos 36 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Domingues e Ganso.

PÚBLICO - 3.333 pagantes.

RENDA - R$ 150.243,00.

LOCAL - Pacaembu, em São Paulo (SP).

 

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