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Ministério Público quer Polícia Militar fora dos estádios paulistas

Gonçalo Junior - O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2014 | 15h 49

Inquérito aberto na última segunda-feira investiga irregularidades no cumprimento do Estatuto do Torcedor em partidas de futebol  

O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil no dia 25 de agosto para investigar eventuais irregularidades no futebol paulista e o possível descumprimento do Estatuto do Torcedor nas competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF). O MP vai fiscalizar, por exemplo, a presença de policiais militares dentro dos estádios nos jogos.

"Não é papel da PM cuidar de um evento privado, dentro do estádio. Cabe ao organizador oferecer segurança para os torcedores", afirmou o promotor Marcelo Milani, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. "Polícia tem de ficar fora do estádio. Temos altos índices de criminalidade, mas os policiais estão nos estádios", concluiu.

Gonçalo Junior
MP de São Paulo abre inquérito civil para investigar eventuais irregularidades no futebol paulista, entre elas, a atuação da PM dentro dos estádios

O inquérito, motivado por reportagens veiculadas na mídia, ainda está na fase de apuração. A FPF será notificada e, a partir daí, terá 20 dias para prestar esclarecimentos. Além da atuação dos policiais militares nos estádios, o MP vai investigar eventuais fraudes na venda de ingressos, o processo de reconhecimento de torcedores proibidos de entrar nos estádios e a transparência financeira dos clubes. Nesse último aspecto, o órgão questiona a negociação dos clubes com o governo federal para prolongamento do prazo de pagamento das dívidas no projeto chamado Proforte.

Paralelamente, a promotoria investiga, em outro inquérito, a modificação do horário de funcionamento de uma das linhas do Metrô nos dias de jogos do Corinthians em sua Arena, em Itaquera. "O argumento é o mesmo: trata-se de um evento privado. Porque não alteramos o horário do Metrô nas proximidades dos hospitais?", questionou o promotor Nelson Luiz Sampaio. Esse inquérito também está na fase de apuração, sendo que o Metrô ainda vai encaminhar esclarecimentos para o MP.

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