Ministro não intervirá no futebol

Caio Luiz de Carvalho (PSDB-SP), presidente da Embratur, que assumiu interinamente o posto de ministro do Esporte e Turismo, afirmou, hoje, ser contra a interferência do Ministério no futebol. "Temos de nos preocupar com o lado social." Ele garante não estar fazendo crítica a seu antecessor, Carlos Melles, que deixou o cargo. A principal meta de Melles era editar medida provisória que pudesse resultar na saída do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Saiu sem vê-la aprovada. São-paulino "roxo" - é freqüentador assíduo do Morumbi -, Caio se diz, como torcedor, envergonhado com a situação do futebol no País. Agência Estado - O senhor acha que a MP vai ser editada e é a favor da saída do presidente Ricardo Teixeira, como o ex-ministro Melles? Caio de Carvalho - A questão da MP é polêmica e ainda não tenho condições de falar sobre ela. Sou a favor da moralização do futebol, mas o problema já está sendo apurado pela Justiça e pelo Ministério Público. Agência Estado - O senhor se diz contra a interferência do Ministério, mas a prioridade do Melles era o futebol... Caio - Não o estou criticando. A CPI do Futebol era a agenda da época e ele tinha de entrar no assunto. Mas não acho saudável entrar num esporte que conta com todos os recursos. No futebol há muita gente metendo o bedelho. O lado social tem de ser a prioridade. Agência Estado - Quais são os seus projetos para o esporte? Caio - Continuaremos com o projeto da massificação do esporte que o Lars Grael (secretário Nacional de Esporte) já está tocando, por meio dos projetos Esporte na Escola, Bolsa Escola. Agência Estado - O que pensa do futebol? Caio - Sou são-paulino, mas estou envergonhado com tudo o que está ocorrendo.

Agencia Estado,

08 Março 2002 | 19h41

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