Muricy Ramalho lamenta contusão grave de Reasco

Para técnico do líder do Nacional, alegria poderia ser maior se não fosse a fratura do jogador

Michel Castellar, do Estadão,

09 Agosto 2007 | 01h24

No vestiário do São Paulo, após a vitória de quarta-feira à noite sobre o Botafogo, a alegria pela vitória e a vantagem ampliada na liderança da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro contrastou com a tristeza pelas fraturas na tíbia fíbula esquerda do equatoriano Reasco. O jogador será operado e ficará afastado dos gramados por pelo menos seis meses.   Apesar da vantagem de cinco pontos imposta ao Botafogo, vice-líder do Nacional, o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, destacou que não existe motivo para comemorações. E ainda lembrou que o Alvinegro tem um jogo a menos que o Tricolor.   "Poderíamos estar mais contentes se não fosse a contusão grave do Reasco", lamentou Muricy. "Ganhamos um jogo e nada mais. Não tem que se entusiasmar com nada. Foi só mais um e sábado temos outra pedreira."   Em seguida, Muricy destacou a experiência e tranqüilidade da equipe como fatores fundamentais no triunfo ante o Alvinegro. Indagado sobre as reclamações do Botafogo sobre a atuação do árbitro Carlos Eugênio Simon, o técnico do São Paulo ressaltou que o juiz "apitou o que deveria apitar".   Já o goleiro Rogério Ceni apontou a defesa como o destaque do São Paulo neste Campeonato Brasileiro. Frisou que o setor é eficiente pela maneira como todos se envolvem na marcação do adversário.   "Não se trata de um goleiro, zagueiro ou volante, mas é como a gente se defende. O modo como o São Paulo marca é que se mostra eficiente", disse Rogério Ceni, que repetiu o discurso do treinador, ao falar sobre a liderança da equipe. "Temos uma diferença que pode cair para dois pontos e isso é muito pouco significativo. Por enquanto, é cedo para apontar favoritismo."   Com a radiografia de Reasco em mãos, Marco Aurélio Cunha exibiu as duas fraturas do jogador e ressaltou a gravidade da contusão. Principalmente, porque a placa de titânio da fratura sofrida pelo atleta, no mesmo lugar, há cerca de um ano, chegou a entortar. Ele classificou de descomunal, desnecessária e violenta a falta cometida por Luciano Almeida que gerou o problema.

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