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São Paulo FC

Na estreia de Lugano, São Paulo não empolga, mas bate Rio Claro

Antes da bola rolar, torcida fez protesto na frente do Pacaembu

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DANIEL BATISTA,
O ESTADO DE S. PAULO

21 Fevereiro 2016 | 19h00

O dia seria de festa para Lugano, que retornou ao clube dez anos depois. O que se viu foi um São Paulo burocrático, que jogou diante de seu pior público na temporada e a decepção só não foi completa porque o companheiro de defesa achou um gol. Assim, o time tricolor conseguiu derrotar o Rio Claro por 1 a 0, no Pacaembu, dando ainda mais razão para a torcida criticar e cobrar mudanças.

Antes da bola rolar, a torcida fez protesto contra a diretoria e alguns jogadores, principalmente Michel Bastos (leia mais abaixo). Dentre outro motivos o meia teve uma divergência com Lugano, estreante de ontem e que parecia se sentir em casa.

O uruguaio era uma das poucas coisas (ou única) que o são-paulino poderia se animar em ver ontem. Quando estava para entrar no gramado, o zagueiro brincou com um garoto que entrou no campo com ele e depois foi abraçar o zagueiro Alex Silva, ex-companheiro de São Paulo em sua primeira passagem pelo clube.

Com a bola rolando, o time tricolor parecia travado e muito ansioso no ataque. Já Lugano, a cada passe dado, a torcida comemorava como um gol. O Rio Claro, limitado tecnicamente, deixava muito espaço nas laterais e esse foi o caminho encontrado pelo time da casa para chegar.

O técnico Edgardo Bauza escalou Carlinhos no meio de campo, no lugar de Michel Bastos, e a alteração fez com que o time ganhasse força ofensiva na esquerda. Na direita, Bruno também teve oportunidades de chegar livre, mas nenhum doa dois conseguiu acertar o pé.

Ganso flutuava pelo meio da área, em busca do passe na medida para Calleri, que não aconteceu. Outra opção seria Centurion. O argentino mais uma vez nada acrescentou ao time, errou passes simples e fez com que a opção de Bauza em mantê-lo na equipe, se torne cada dia mais incompreensível.

Vendo a dificuldade do adversário em sair jogando, o São Paulo avançou a marcação e passou a pressionar no campo de ataque. Foram pelo menos duas falhas que quase resultaram no gol tricolor. 

O problema, porém, foi que a frágil defesa são-paulina ficou ainda mais exposta com tamanha ofensividade e Rio Claro começou a colocar as mangas de fora e ver que poderia surpreender e afundar ainda mais o adversário na crise. Mas faltava qualidade aos atacantes da equipe interiorana.

No segundo tempo, o Rio Claro era quem apertava a marcação e quase Denis deu um gol de presente. Pouco depois do susto, a redenção de quem foi alvo de críticas durante a semana.

Salvador. Rodrigo Caio, chamado de “Jogador de Condomínio” pelo assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, aproveitou cobrança de falta de Carlinhos para a área e de cabeça abriu o placar. Na comemoração, os jogadores foram abraçar Lucão, outro alvo dos torcedores e que estava como opção no banco de reservas.

O gol poderia ser o início de uma nova postura, mas não foi. A impressão é que o gol foi um mero acaso e a torcida sentiu isso. As vaias voltaram e os gritos pedindo a entrada de Rogerio e a saída de Centurion só aumentaram.

Bauza atendeu parte do pedido e tirou o inoperante argentino, mas colocou Wesley e ouviu os primeiros, mas tímidos gritos de “Burro”. A alteração acabou dando certo. Wesley entrou bem, dando maior movimentação ao ataque. Só faltou caprichar na pontaria. Pouco depois, o xodó da torcida, Rogério, também entrou, mas pouco acrescentou.

No fim, o resultado acabou sendo justo. Venceu um time que esteve longe de fazer uma brilhante partida, mas pelo menos mostrou vontade e criou chances.

 

FICHA TÉCNICA

 

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena; Hudson, Thiago Mendes, Carlinhos (João Schmidt), Ganso (Rogério) e Centurion (Wesley); Calleri

Técnico: Edgardo Bauza

 

RIO CLARO: Lucas; Luis Felipe, Alex Silva, João Gabriel e Felipe Saturnino; Maurício, Jean Patrick (Elsinho), Léo Costa (Fabrício) e Thiago Cristian (Joãozinho); Lucas Xavier e Romarinho

Técnico: Sérgio Guedes

GOL: Rodrigo Caio, aos 5 do 2º Tempo

CARTÕES AMARELOS: Leo Costa, Thiago Cristian, Maurício e Lugano

PÚBLICO: 7.066 pessoas

RENDA: R$ 315.060,00

JUIZ: José Claudio Rocha Filho

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