Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Na seleção da Espanha, Iniesta pede 'paz e negociação' em crise na Catalunha

Meia e capitão do Barcelona quer minimizar conflitos internos entre catalães e espanhóis no grupo

Estadão Conteúdo

05 Outubro 2017 | 16h22

Em meio à crise na Catalunha e às vésperas de dois jogos da seleção da Espanha, o meia Andres Iniesta se manifestou nesta quinta-feira sobre a situação da região do país que busca a independência. O jogador do Barcelona e da seleção pediu "paz" e "negociação" entre as partes após o confronto entre a polícia e catalães no plebiscito de domingo.

Piqué garante que seguirá na seleção espanhola e reafirma comprometimento

"Eu nunca fiz comentários públicos sobre esta situação tão complexa, com sentimentos tão diferentes. Mas a situação que estamos vivendo é excepcional e uma coisa parecia clara para mim: antes de causarmos qualquer outro dano ao outro, vamos negociar. Que os responsáveis por tudo isso negociem! Façam isso por todos nós, merecemos viver em paz", afirmou.

Iniesta fez esta declaração em meio à concentração da Espanha para as duas rodadas restantes das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo de 2018. Em primeiro lugar no Grupo G, o time espanhol ainda precisa sacramentar sua vaga no Mundial da Rússia. Por causa da importância dos jogos, o técnico Julen Lopetegui vem tentando manter o assunto político fora da concentração.

A ideia é evitar conflitos internos, principalmente em relação ao zagueiro Gerard Piqué, considerado uma das lideranças do movimento separatista entre os atletas. Piqué é companheiro de Iniesta também no Barcelona.

O plebiscito de domingo contou com vitória do movimento separatista, segundo o governo regional da Catalunha. Cerca de 90% dos eleitores teriam votado a favor da separação da Espanha.

A votação foi marcada por manifestações e pelo confronto entre policiais e catalães. Centenas de pessoas ficaram feridas. Em protesto contra a violência, importantes sindicatos da Espanha convocaram greve geral para a terça-feira. O evento contou com a adesão do Barcelona, do Espanyol e do Girona, os três da região que disputam a primeira divisão do futebol espanhol.

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