Foto: Reprodução/ Instagram
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Na TV, Adriano Imperador promete voltar aos gramados em 2018

Jogador falou sobre seus planos em entrevista ao programa 'Conversa com Bial', da TV Globo, exibido na madrugada desta quinta

O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2017 | 03h16

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, veiculada na madrugada desta quinta, o atacante Adriano Imperador anunciou que pretende voltar aos gramados a partir de 2018. "Ano que vem estou ajeitando de fazer um projeto para começar de novo, treinar e voltar a jogar", revelou, sem dar mais detalhes.

"Aconteceram algumas coisas que fizeram com que eu me afastasse do futebol. Minha carreira ficou pela metade", afirmou o jogador, hoje com 35 anos.

Perguntado sobre a demora em retornar aos gramados, ele citou as duas operações que fez no tornozelo esquerdo, por conta de rompimentos no tendão de aquiles, ocorridas em 2011 e 2012.

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"Às vezes quando ponho a cabeça no travesseiro fico pensando que eu poderia ter feito muito mais. Mas a gente não escolhe a nossa vida."

Adriano também admitiu o uso excessivo de álcool, especialmente após a morte do pai, em 2004, mas disse que isso não ocorre mais. "Sempre falei disso abertamente, mas as pessoas confundem. Foi naquela época, isso já passou." Apesar disso, admitiu que costuma beber com amigos três vezes por semana.

Sobre a atual seleção brasileira, comandada por Tite, foi só elogios. "Tite é um treinador excepcional. A seleção está muito mais madura, cresceram muito como grupo."

 

O apresentador Pedro Bial também perguntou a respeito da moto que Adriano teria dado, em 2008, a Paulo Rogério de Souza, o Mica, traficante da favela Chatuba. "É verdade o cara cresceu comigo. Presente não é crime", disse, ao confirmar pela primeira vez a história, que sempre havia negado.

Considerado um dos maiores atacantes brasileiros, o jogador estava há tempos sem dar entrevista. Em setembro, seu nome foi envolvido em polêmica após o jornal Meia Hora publicar uma foto na capa em que ele aparece ao lado de Rogério 157, apontado como o chefe do tráfico na favela da Rocinha, no Rio.

Segundo ele a foto foi tirada há três anos e meio. "Porque não publicaram naquele momento? Só porque o cara está sendo procurado agora?" disse, prometendo que vai acionar a Justiça contra a publicação.

Como jogador, sua última temporada completa foi em 2009, quando comandou o Flamengo no título do Brasileirão. Depois disso teve uma rápida passagem pela Roma e fez sete jogos pelo Corinthians entre 2011 e 2012. Seu último time de elite foi o Atlético-PR, em 2014, onde disputou somente quatro partidas.

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