Nacional perde goleador, mas mantém base e se reforça por acesso à elite

Time vai usar a Copa Paulista como laboratório para Série A2 do Paulista

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 07h00

Para suportar a pressão nos jogos decisivos fora de casa da reta final da Série A3 do Campeonato Paulista, na qual acabou faturando o título nesta temporada, também pesou positivamente para o Nacional a chegada de dois veteranos - o atacante Laécio, de 36 anos, e o meia Eder Louco, de 37. Além da dupla, o clube acertou a vinda do meia Jadson, de 25 anos, que tem boa rodagem por times do interior paulista e deu os seus primeiros passos em sua formação como jogador com a camisa do Corinthians.

Mas o Nacional rejeita ver a conquista da taça da terceira divisão estadual como um projeto de curto prazo, que teria se concluído com o título. Por isso, do time titular campeão manteve a sua base e só perdeu dois jogadores para a disputa da Copa Paulista, competição da FPF na qual estreará em 1º de julho, contra o Água Santa, fora de casa. Saíram o meia-atacante Léo Castro, que foi o artilheiro da Série A3 e agora está na Ferroviária, e o zagueiro Luiz Henrique, que se transferiu para o Campinense.

Mas o clube também se reforçou com dois jogadores do Olímpia, semifinalista da Série A3, o lateral-direito Velozo e o atacante Naldinho, que foi um dos vice-artilheiros da terceira divisão estadual, assim como acertou a chegada de seis jogadores do Brasiliense.

A Copa Paulista servirá como laboratório para a Série A2, mas, embora deficitária, tem um atrativo: uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil de 2018 para os finalistas. É em busca disso que o Nacional irá atrás, embora Tuca veja São Caetano e Água Santa, times que lutaram pelo acesso à Série A1, como rivais complicados. 

De qualquer forma, será mais um passo na tentativa de resgate do clube. Mas, para que o mesmo seja completo e duradouro ainda falta reencontrar o sucesso nas divisões de base, o que rendeu dois títulos da tradicional Copa São Paulo de Juniores, em 1972 e 1988, e a formação de jogadores como Dodô, Magrão e Paulo Cesar. 

A realidade atual é outra, tanto que nenhum titular da Série A3 foi formado no clube. O time só somou um ponto nos primeiros cinco jogos desta edição do Paulistão de Juniores, mas depois exibiu boa reação com duas vitórias que o fizeram passar a contabilizar sete pontos na competição sub-20. 

Para além dos parceiros e da ajuda de empresas que estão fazendo a equipe galgar importantes degraus em sua luta para retornar à elite paulista, apesar do modesto orçamento com o qual conquistou o título da Série A3, o Nacional terá de dar agora um novo passo para que o seu ressurgimento não seja efêmero.

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