?Não quero nem treinar na véspera da estréia?, diz Emerson

O drama de Edmilson nesta quarta-feira foi sentido por Emerson há exatamente quatro anos. Mas, na ocasião, o jogador da Juventus teve ainda mais motivos para ficar triste. Além de titular, era capitão da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. ?Não quero nem treinar na véspera da estréia do Brasil na Copa?, brincou o atleta, que já respondeu a várias perguntas sobre o problema vivido no Mundial da Coréia e do Japão. O corte se deu em situação inusitada. O volante atuava como goleiro num treino recreativo, chamado de rachão entre os jogadores. Numa queda, machucou seriamente o ombro direito e acabou cortado do time e da Copa. ?Nunca mais jogo de goleiro?, comentou. Emerson ficou arrasado na época e, assim com Edmilson, resolveu deixar a concentração para se juntar à família, no Brasil, de onde assistiu à competição pela televisão. O volante já havia disputado um Mundial, o de 98, no qual entrou na última hora, curiosamente no lugar de um jogador cortado: Romário. Foi bem, manteve o alto nível e, por isso, apareceu novamente na lista de 2002. Emerson não é mais o capitão - hoje, quem usa a braçadeira é Cafu -, mas tem prestígio com a comissão técnica e é titular absoluto do time. O atleta ficou bom tempo afastado da seleção por contusão e retornou apenas em fevereiro do ano passado, num amistoso contra a seleção de Hong Kong, em Hong Kong. Apesar da fragilidade do adversário, Carlos Alberto Parreira gostou de seu desempenho e passou a convocá-lo com freqüência. Nos treinamentos na Suíça, Emerson tem ido bem. Contra a frágil equipe do Lucerna, anteontem, mostrou autoridade no meio-campo. De acordo com Parreira, o jogador é um dos líderes da seleção e peça fundamental na campanha rumo ao hexacampeonato mundial.

Agencia Estado,

31 Maio 2006 | 18h21

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