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Madri

Neymar depõe por mais de uma hora em Madri e sai em silêncio

O pai do jogador permaneceu no prédio para dar depoimentos

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O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2016 | 16h19

Depois de uma hora e 30 minutos de depoimento, o atacante Neymar deixou a sede da Audiência Nacional, em Madri, depois de ser ouvido no processo sobre sua transferência para o Barcelona em 2013. Às 15h40, o craque deixou o prédio do principal órgão da Justiça espanhola com um amigo, mas sem o pai, Neymar Silva Santos, que ficou no local para prestar o seu depoimento.

A exemplo do que havia acontecido na entrada, o craque foi assediado pela imprensa e torcedores, distribuiu alguns autógrafos, mas não deu entrevistas. No tribunal, o atacante foi simpático e posou para "selfies" com funcionários.

Neymar chegou às 13h50 no prédio da Audiência Nacional. As ruas próximas estavam cheias de jornalistas e curiosos. Na entrada, o jogador também havia mostrado tranquilidade, recebeu o apoio dos fãs e parou para dar alguns autógrafos.

Neymar foi interrogado na condição de investigado no processo que envolve a sua transferência do Santos para o Barcelona em 2013. A audiência foi conduzida pelo juiz José de la Mata, que, na segunda-feira, ouviu as explicações de Josep Maria Bartomeu e Sandro Rosell, atual e antigo presidentes do Barcelona. A Justiça Espanhola suspeita de corrupção e fraude na transação. A multa cobrada soma 62 milhões de euros (R$ 272 milhões). Tanto o pai de Neymar como o dirigentes do Barcelona negam qualquer tipo de fraude na transação, realizada em 2013. 

Josep Bartomeu deixa a sede da Audiência Nacional, em Madri

 

Na manhã desta terça-feira, o craque treinou normalmente no Barcelona na véspera da semifinal da Copa do Rei contra o Valencia. Em entrevista coletiva, o técnico Luis Enrique afirmou que os problemas na Justiça não o abalam dentro de campo.

"Acredito que, de zero a um milhão, isso o afeta 0,0001. É um tema tão repetitivo, levamos anos com isso. No ano passado já me faziam essa pergunta e é um cenário que cada vez cansa mais. Nada a comentar. Não tem nada a ver com futebol, é um tema pontual. Vai se resolver como tem que se resolver", disse o treinador.

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