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AP/Alvaro Barrientos

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Neymar diz que 'é difícil sair' do Barcelona, mas precisa 'pensar em tudo'

Faltam dois anos e meio para terminar contrato do atacante

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EFE

29 Janeiro 2016 | 08h44

Neymar afirmou nesta quinta-feira em uma entrevista à emissora especializada beIN Sports que é "difícil" sair do Barcelona porque encontrou "uma cidade muito boa e um clube espetacular", mas ao comentar sobre uma possível renovação de contrato, disse que tem que "pensar em tudo" antes de assinar.

Faltando dois anos e meio para o término de seu contrato com o Barcelona, as notícias sobre a ampliação de seu vínculo com o clube catalão estão no foco dos noticiários nas últimas semanas. Contudo, Neymar se mostrou otimista sobre seu futuro como jogador do Barcelona.

"Estou feliz em Barcelona, aqui tenho praticamente tudo. Tenho felicidade e saúde para jogar. É difícil sair porque encontrei uma cidade muito boa, um clube espetacular e jogadores de outro planeta. Mas temos de pensar em tudo, são coisas difíceis de decidir, mas devemos ter calma, porque ainda tenho muitos anos pela frente no clube", disse o jogador.

"Fiquem tranquilos, estou focado no Barcelona. Temos muitos jogos para tentar ganhar o 'Triplete' e para fazer do Barça o melhor e o maior", acrescentou o craque brasileiro.

Neymar afirmou que está vivendo "um grande momento" desde a temporada passada e garantiu que está muito feliz por tudo que já conquistou com seus companheiros.

"Agora estou melhor do que quando comecei aqui, me sinto em casa, que estou melhor e que posso mostrar todo o meu futebol, da minha maneira. E o treinador e a equipe me deixam tranquilo para jogar", revelou Neymar.

Além disso, o brasileiro se mostrou otimista em relação ao futuro e garantiu que apesar de o Barcelona ainda ter muitos jogos para disputar, tem tudo em suas mãos para ganhar mais títulos.

Neymar também falou sobre as declarações do atacante do Athletic Bilbao Aritz Aduriz, que manifestou seu descontentamento com o brasileiro por exagerar na encenação de algumas faltas.

"Eu não provoco, minha maneira de jogar é o drible, eu sou atacante e não posso pedir passagem: 'Ei, sai da frente que tenho que passar'. Não, eu tenho que driblar. Tem gente que não gosta de futebol e não gosta de jogadas de efeito, mas eu estou tranquilo, não ligo para o que dizem, porque eu tenho que ajudar meus companheiros com dribles e gols, isso é o que tenho que fazer."

"Aduriz é para mim um grande jogador, um grande atacante, mas acho que ele se equivocou no que disse. Sou alvo de chutes e pancadas. O que posso fazer? Não posso fazer nada, não posso bater, não é minha maneira de jogar. Meu jogo é driblar, meu jogo é fazer gols e acho que ele se equivocou um pouco com as palavras. Mas o respeito muito porque é um grande jogador."

Neymar também confessou que não se sente "perseguido" e reconheceu que quando um jogador dribla outro e que não consegue "pará-lo", pode haver golpes e pancadas, algo do qual já está "acostumado".

Sobre sua relação com Messi e Suárez, o brasileiro disse que é "uma grande honra" jogar ao lado deles no ataque e "fazer história".

"Sou muito fã deles dois, como jogadores e ainda mais como pessoas. Para mim, o importante não é sermos companheiros de equipe, mas que sejamos amigos. Acredito que as coisas estão indo muito bem, nos conhecemos muito bem dentro de campo e podemos fazer ainda mais", concluiu.

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