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No Morumbi, São Paulo e Santos disputam o clássico da afirmação

Gonçalo Junior e Sanches Filho - Estadão Conteúdo

24 Agosto 2014 | 08h 33

Clássico paulista marca o reencontro de Oswaldo de Oliveira com Kaká; treinador comandou o São Paulo em 2002

O clássico entre São Paulo e Santos, neste domingo, 24, no estádio do Morumbi, pela 17.ª rodada, é um momento de definição dos objetivos de curto prazo das equipes no Brasileirão. O time da capital quer provar que tem poder para iniciar uma perseguição ao líder Cruzeiro. Já o Santos quer se firmar com um candidato à Copa Libertadores.

O São Paulo está em um momento melhor. Acumula três vitórias seguidas (Vitória, Palmeiras e Internacional) e sustenta a última posição no G4. Parece ter superado momentos de oscilação nos quais perdeu pontos em casa para Chapecoense e Criciúma, por exemplo. "Melhoramos muito. Além de ganhar, estamos jogando bem", comemorou o técnico Muricy Ramalho. "Nosso desafio agora é jogar bem dentro de casa", disse.

Grande parte da ascensão da equipe se explica pelo quarteto Kaká, Paulo Henrique Ganso, Alan Kardec e Alexandre Pato, formação que se mostrou capaz de criar e marcar, como na vitória contra o Internacional, em Porto Alegre, na última quarta-feira.

Os números atestam a evolução individual dos jogadores da frente. Alexandre Pato lidera as finalizações do time tricolor, com 27 em 15 partidas. Ele e Alan Kardec também são os artilheiros do time, com cinco gols cada. Contra o Internacional, Paulo Henrique Ganso anotou o seu terceiro gol na competição.

O quarteto está confirmado para o clássico deste domingo e deverá ser municiado pelo volante Souza, que cumpriu suspensão no último jogo e está de volta. Ele pode transformar o grupo em um quinteto, pois também tem qualidade para chegar à frente.

Muricy Ramalho acredita que Kaká se transformou no pilar da equipe. Ele cria e ajudar a marcar. Além da liderança natural, conseguiu influenciar na recuperação de Alexandre Pato. "A melhoria dele tem relação direta com Kaká. O Pato está muito contente com o Kaká aqui. Eles trouxeram a amizade da época do Milan".

CORRENDO ATRÁS
A 13 pontos do líder Cruzeiro e a seis do quarto colocado, o Santos precisa da vitória para não fechar o primeiro turno fora até da zona de disputa por vaga para a Libertadores de 2015. Dos times que estão acima na tabela de classificação, faltando apenas o São Paulo, o time perdeu de todos os concorrentes. "O São Paulo evoluiu muito, mas o Santos também e o clássico será um jogo com figuras diferentes, mas com inúmeros atrativos", analisou o técnico Oswaldo de Oliveira.

Para o treinador, o seu time foi superior nos confrontos contra Cruzeiro, no Mineirão, Corinthians (mesmo com um jogador a menos no segundo tempo), na Vila Belmiro, Internacional, em Porto Alegre, Fluminense, no Rio (Volta Redonda). "Tivemos maior volume de jogo e criamos inúmeras oportunidades que deixaram de ser convertidas em gol", disse.

Falta de gols, diretamente ligada ao fraco desempenho de Leandro Damião e Thiago Ribeiro, tem sido o principal defeito do time, que se autointitula como de DNA ofensivo. Em 16 jogos, marcou 17 - e sofreu 11 -, quase a metade da soma do Cruzeiro (33 a favor e 13 contra). Como o São Paulo no Morumbi vai sair para o jogo, o Santos vai usar a velocidade de Rildo e Cicinho para contra-atacar.

O clássico marca o reencontro de Oswaldo de Oliveira com Kaká. O treinador do Santos treinava o São Paulo em 2002, quando o meia passou a ser hostilizado pela torcida tricolor após a eliminação do time pelos santistas no início da fase decisiva do Brasileirão, no Morumbi.

"Kaká era reconhecido pelas grandes arrancadas. Agora, joga com ritmo diferente, com inteligência, usando o espaço. Participação racional, dando tempo para jogar. Não sei o que é pior. De qualquer forma, vamos ter o grande adversário pela frente. O São Paulo é um timaço e todo mundo espera que Kaká, Ganso, Pato, Kardec cresçam. Fizeram uma partida muito boa contra o Inter e isso torna o nosso o jogo muito difícil", afirmou o treinador santista.