No São Paulo, Wilson ganha confiança

Entre os torcedores não é unanimidade, seu futebol ainda desperta certa desconfiança, no clube já foi encostado e treinou como quarto reserva, fazer gols, fato raro. Motivos de sobra para marcar de forma negativa a carreira de um atleta. Não para Wilson. Com força de vontade e determinação o zagueiro deu a volta por cima e provou ser um vencedor no São Paulo. "Todos os problemas que passei aqui serviram de aprendizado. Esforcei-me mais e valeu a pena, hoje sou titular", afirmou. "Na vida, temos muitos obstáculos, mas não podemos baixar a cabeça nunca." E os problemas de Wilson não foram poucos. Em 2000, o técnico Levir Culpi chegou a afastá-lo do elenco. Em 2001, quase se transferiu para a Portuguesa. A negociação acabou colocando-o como quarto reserva. "O Nelsinho (Baptista, técnico) havia me dito que se continuasse trabalhando, teria outra chance." De fato isto aconteceu. Mas quando estava prestes a assumir a posição, nova fatalidade. Uma fratura nas costelas. Este ano, mais uma vez começou na reserva. O time vinha mal, oscilando resultados e sofrendo muitos gols. Eis que surge nova chance. Coincidência ou não, o São Paulo embalou e chegou a segunda colocação do Torneio Rio-São Paulo. Elogios dos companheiros fica inevitável. "Acima de tudo, ele é um lutador, com sua persistência, conquistou a vaga e ajudou o time. A média de gols sofridos da gente, foi lá embaixo", elogiou o companheiro Emerson. Com Wilson em campo nesta temporada, o São Paulo sofreu 8 gols em 7 jogos, média de 1,14. Sem ele, foram 11 gols em 4 partidas, incríveis 2,75.

Agencia Estado,

07 Março 2002 | 19h15

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