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Copa 2014

ONU pede a atletas gays na Copa que revelem orientação sexual

Tom Miles - Reuters

16 Junho 2014 | 12h 16

Alta comissária de Direitos Humanos acredita que jogadores são exemplos e que devem passar mensagem aos torcedores 

Os jogadores de futebol gays que participam da Copa do Mundo deveriam declarar sua preferência sexual para ajudar na causa pela aceitação dos gays e lésbicas em todo o mundo, disse a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, nesta segunda-feira. "Encorajo os jogadores e esportistas a declararem sua orientação sexual sem medo", disse ela a jornalistas em Genebra.

"Essa é a única maneira de terem o seu direito à orientação sexual aceito. Eles são exemplos, é importante mandar essa mensagem também aos torcedores", disse Pillay, acrescentando que "é uma vergonha, nos dias de hoje", que as pessoas "tenham que esconder quem realmente são".

A alta comissária fez as declarações após participar de uma reunião sobre igualdade nos esportes durante encontro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em que ela também se expressou contra qualquer tipo de discriminação por questões de raça e deficiência.

"Há um reconhecimento crescente de que o combate à discriminação requer mais do que medidas superficiais, que não fazem nada para mudar atitudes e lidar com as verdadeiras causas da desigualdade", disse ela durante a reunião.

Pillay também alertou os governos que investem em grandes competições esportivas de que precisam refletir mais sobre como esses investimentos afetam os direitos humanos.

Este ano, o Brasil, sede da Copa do Mundo, e o Catar, sede escolhida para 2022, foram criticados - o Brasil por gastar 25,8 bilhões de reais em um país com escolas e hospitais deficitários, e o Catar devido a suspeitas de corrupção e más condições de trabalho dos operários imigrantes.

"Eles arriscam se tornar centros de violações de direitos humanos, incluindo o mau uso de dinheiro público, trabalho infantil, despejos forçados e demolições e exploração sexual de seres humanos, entre os quais crianças, com o incremento do turismo", disse Pillay, sem especificar nenhuma cidade.

"Eventos esportivos deveriam celebrar a alegria do potencial humano, não gerar dor e abuso", disse ela. 

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