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Oposição do São Paulo faz requerimento para MP investigar o clube

- Atualizado: 29 Janeiro 2016 | 16h 02

Grupo quer apuração sobre possíveis irregularidades em 2015

Um grupo de 18 oposicionistas do São Paulo entregou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) um requerimento para instaurar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), com o intuito de apurar irregularidades no clube. O material relembra as denúncias de irregularidades contra o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, feitas no ano passado pelo vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro.

Os oposicionistas pedem que sejam investigados os supostos crimes de lavagem de dinheiro e também contra o patrimônio do clube. Segundo o advogado responsável pela redação do requerimento, Marco Vinicio Petrelluzzi, o grupo quis acionar o MP por entender que apenas os trabalhos da Comissão de Ética do São Paulo não dariam conta de apurar possíveis irregularidades. A assessoria do MP, porém, afirmou que ainda não recebeu o requerimento.

Ataíde e Aidar faziam parte da gestão, até romperem em outubro de 2015

Ataíde e Aidar faziam parte da gestão, até romperem em outubro de 2015

"Eles entendiam que as investigações não estavam andando adequadamente, sobretudo porque os órgãos internos do clube não tinham conduções materiais e atribuições para isso", afirmou. Petrelluzzi afirma que entregou o requerimento ao MP na quinta-feira e que o órgão prometeu encaminhar o pedido a um grupo especial de apuração chamado Gedec, especializado em delitos econômicos.

O material dos conselheiros e sócios do clube cita como possíveis irregularidades na gestão de Aidar a contratação do zagueiro Iago Maidana, em operação que custou ao São Paulo pagar uma multa de R$ 100 mil, as acusações do áudio gravado por Ataíde em que o ex-presidente lhe oferece receber a comissão pela vinda de um reforço e ainda o acordo pelo fornecimento do material esportivo da Under Armour. O requerimento afirma que "a prática de vários ilícitos penais que devem ser apurados e punidos mediante a propositura de ação penal pública."

Aidar renunciou ao cargo em outubro do ano passado e afirmou ao Estado que o material tem motivação política. O ex-dirigente disse não temer o requerimento. "Acho até ótimo, porque acaba de vez com a especulação, a nuvem escura que paira. Não tenho preocupação. Vou prestar esclarecimentos com prazer, caso seja necessário", disse.

Na próxima semana, Aidar e Ataíde vão depor na Comissão de Ética do clube para explicarem dois assuntos. Um deles é a briga em que os dois se envolveram durante reunião da diretoria em hotel na capital paulista. O outro é a gravação feita por Ataíde durante conversa com o ex-presidente no estádio do Morumbi.

São Paulo em 2016
Alex Silva/Estadão
Alan Kardec

Perseguido pelos são-paulinos, Alan Kardec fez o segundo gol no Morumbi

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