Oséas pode deixar Vila, mas Roth fica

O técnico Celso Roth foi mantido no comando do Santos, depois de um almoço com o presidente Marcelo Teixeira e outros dirigentes, em que a situação do time foi discutida. A surpresa do dia na Vila Belmiro ficou por conta de um telefonema do ex-jogador Bernardo, procurador de Oséas, consultando o gerente de futebol do clube, Ilton José da Costa, sobre a possibilidade de uma rescisão contratual. O assunto será discutido nesta sexta-feira, mas a proposta é interessante para os santistas, insatisfeitos com o desempenho do atacante. José Ely de Miranda, o Zito, gerente-executivo de futebol do clube, foi quem confirmou as duas notícias. "O Bernardo ligou propondo a rescisão do contrato de Oséas", disse o dirigente, acrescentando que "ele foi contratado para resolver um problema, ocupar um espaço e, infelizmente, isso não deu certo". Ilton José da Costa revelou que a rescisão será discutida nesta sexta-feira. "Não sabemos se ela é unilateral ou se envolverá as duas partes", comentou. O jogador deixou o CT Rei Pelé antes que a notícia chegasse ao conhecimento dos jornalistas, evitando assim comentar o assunto. Sobre a saída de outros jogadores, como Odvan e Cléber, Zito desmentiu tudo. "Não há nada em relação a isso e eles são jogadores do clube", disse ele. Quando perguntado se Celso Roth estava prestigiado, o dirigente explicou: "Prestigiado não é o termo, existe um contrato e será cumprido". Críticas - Depois da derrota para o Etti Jundiaí, em casa, na noite de quarta-feira, Celso Roth voltou a criticar a imaturidade e a qualidade técnica de sua equipe e chegou a afirmar que "o time que todos pediram estava em campo e vimos o resultado". Nesta quinta-feira, o treinador estava mais comedido, mas isso não evitou que Robert desse sua resposta. "Todo mundo tem culpa quando o time perde, os jogadores e a comissão técnica não podem se isentar dessa situação", desabafou. Para o meia, que é um dos líderes do grupo, "o time não é limitado tecnicamente, tem jogadores de seleção, bons valores das divisões de base que são grande promessas". Robert também acha o time ainda tem chances matemáticas de classificação no Rio-São Paulo. "Portanto, temos que pensar em vencer o Guarani e todos os outros adversários", explicou. Sobre a pressão da torcida, ele revelou que "é engraçado, parece que eles torcem para o adversário".

Agencia Estado,

21 Março 2002 | 17h24

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