Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Pacaembu volta a ser a ‘casa’ dos grandes de São Paulo

São Paulo, Palmeiras e Santos farão diversas partidas no estádio municipal nos próximos dois meses

Gonçalo Junior e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 07h01

Líder na média de público e dono das quatro maiores bilheterias no Campeonato Brasileiro, o São Paulo tem o desafio de manter os bons números em sua “casa temporária”: o Pacaembu. O gramado municipal vai receber cinco jogos do time tricolor nos próximos dois meses. O Palmeiras também terá de se readaptar ao local, pois fará lá os dois próximos jogos por causa de shows musicais no Allianz Parque.

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A projeção é de baixa na bilheteria do time tricolor, que há seis jogos leva mais de 40 mil torcedores aos jogos no Morumbi. No Pacaembu, a capacidade é de 40.199 pessoas, de acordo com a Prefeitura de São Paulo. Nos últimos jogos do time como mandante no estádio municipal, o comparecimento foi bem menor: levou pouco menos de 30 mil torcedores para o clássico com o Santos pelo Brasileiro do ano passado, quando perdeu de 1 a 0 e, na última rodada do torneio, viu 16,5 mil pessoas acompanharem a goleada de 5 a 0 sobre o Santa Cruz.

Os jogos do São Paulo no estádio serão contra Atlético-PR (14 de outubro), Flamengo (22), Santos (29), Chapecoense (8 de novembro) e Botafogo (19 de novembro). 

Dentro de campo, o time tentará fazer valer seu bom retrospecto como “inquilino”. O desempenho do São Paulo no estádio é, proporcionalmente, superior ao apresentado no Morumbi. Em 675 jogos como mandante no gramado municipal, o Tricolor venceu 434 e empatou 136, obtendo 71% de aproveitamento. Em seu próprio estádio, tem 68% de aproveitamento nos 1.540 jogos.

Alguns momentos históricos também animam o São Paulo. Foi no Pacaembu que o time fez sua maior goleada sobre o Santos: 9 a 1, em junho de 1944, pelo Campeonato Paulista. Foi também no estádio municipal que o aplicou a maior goleada de sua história, quando atropelou o Jabaquara por 12 a 1, em 1945.

Além do São Paulo, o estádio também receberá duas partidas do Palmeiras e do Santos. O Pacaembu é um estádio favorável ao Palmeiras para o desempenho, mas um obstáculo para faturar. Embora tenha conseguido três vitórias nos três jogos feitos no local no ano, o clube fatura com bilheteria em média cerca de três vezes menos do que se jogasse no Allianz Parque. As entradas para o jogo com o Bahia, que será na quinta-feira dia 12, às 21 horas, são um exemplo. A partir de hoje, o ingresso para o tobogã custará R$ 40 (R$ 60 a menos do que o ingresso mais barato no Allianz Parque).

A partida será realizada no Pacaembu em razão da realização de dois eventos musicais em outubro no Allianz Parque. O duelo contra a Ponte Preta, no dia 19, também vai ocorrer no estádio municipal. 

Palmeiras e a construtora WTorre, a responsável pelo Allianz, tentam se entender nos bastidores sobre o ressarcimento de partidas em que o time não pode jogar na arena. Por contrato, o clube receberia uma multa equivalente a 50% da renda bruta do jogo feito em outro estádio. Porém, os repasses estão suspensos porque o tema está em discussão na corte arbitral. A empresa e o clube divergem sobre o custo de manutenção da arena.

Em busca de maiores rendas, o Santos vai mandar no Pacaembu a partida com o Vitória, dia 16 de outubro, às 20 horas. Contra o Atlético-PR, no último sábado, o público na Vila foi de 4.257 torcedores, com prejuízo de quase 30 mil na bilheteria. A média de público do Santos na Vila em 2017 é de 8,5 mil pagantes. No Pacaembu é de 23 mil.

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