Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Paciência é receita de Jô para Corinthians evoluir em Itaquera

Time de Fábio Carille tem melhor desempenho fora de casa do que na Arena

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

24 Maio 2017 | 07h00

Com o triunfo sobre o Vitória, em Salvador, o Corinthians consolidou o bom aproveitamento como visitante nesta temporada - 71% contra 61% em casa. O Alvinegro, por outro lado, sabe que precisa evoluir em seus domínios para brigar pelos primeiros lugares do Campeonato Brasileiro. Para Jô, o que tem faltado ao time de Fábio Carille em Itaquera é paciência.

"Pelo fato de jogarmos tão defensivamente, a gente tem contra-ataque muito rápido, procura definir em dez segundos, seis segundos e, muitas vezes, dá certo. Em casa, a gente recupera a bola, o time adversário se recompõe muito rápido, a gente não tem paciência para achar espaços, volta a ter muitos erros de passes", analisa.

E o atacante cobra evolução: "É preciso controlar mais a ansiedade na hora de atacar, ter posse de bola e paciência para achar os espaços. Estamos chegando ao meio do ano, já é hora de aparecer mais novidades, mas a gente vai trabalhando e as coisas vão melhorando".

Jô acredita que o Corinthians já encontrou sua fórmula de sucesso fora de casa, mas ainda tem patinado quando os adversários ficam na defensiva na Arena. "São poucos os adversários que vão a Itaquera tentando nos pressionar, esse ano foram três: o time do Chile (Universidad de Chile), o Palmeiras e o São Paulo. O restante sempre se defendendo. Em casa, a gente ainda não conseguiu achar uma estratégia, fora de casa, a gente já tem um padrão de jogo, que é esperar, marcar bem e sair nos contra-ataques", afirma.

Em duas partidas disputadas pelo Corinthians no Campeonato Brasileiro, Jô marcou dois gols e foi responsável direto pelo empate com a Chapecoense por 1 a 1 e pelo triunfo sobre o Vitória por 1 a 0. O atacante, que balançou as redes nove vezes no ano, também assumiu a artilharia da equipe em 2017.

A movimentação ofensiva tem sido o diferencial para a fase goleadora de Jô. "Sou um atacante que não gosta de ficar muito tempo parado entre os zagueiros, procuro achar os espaços e isso acaba abrindo espaço para outros jogadores fazerem infiltrações, até tabela."

Ainda que esteja isolado na artilharia corintiana, o atacante tem lutado pela posição com Rodriguinho, que vive um bom momento e até foi convocado para a seleção brasileira por Tite. No entanto, o clima é de amizade, e Jô é só elogios ao companheiro.

"Rodriguinho tem suas virtudes como meia, de dar assistência, passes, mas vejo ele mais como um meia-atacante, tem qualidade para finalizar, bate muito bem com as duas pernas. É impressionante o poder de finalização que ele tem. Está evoluindo, está crescendo. Um jogador que está me ajudando muito, está sempre próximo, às vezes consigo fazer a jogada em um toque."

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