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Palmeiras aguarda decisão da Conmebol até o fim da semana

- Atualizado: 18 Fevereiro 2016 | 07h 00

Entidade veta marca de patrocinadores na arena alviverde

O Palmeiras pode jogar fora de sua arena contra o Rosário Central, dia 2 de março – a pimeira partida em casa pela Copa Libertadores – se não for resolvido o impasse de direitos de imagem do estádio entre a Confederação Sul-America de Futebol (Conmebol), o clube e a WTorre, empresa responsável pelo Allianz Parque.

O Estado conversou com pessoas ligadas ao assunto e os envolvidos acreditam que até amanhã a Conmebol já tenha uma decisão e, dependendo da resposta, se inicia uma nova rodada de negociação. 

O regulamento da Libertadores é claro. Não é permitido a exibição de marcas de qualquer empresa sem ligação com os patrocinadores da competição. Assim, as logomarcas do Allianz teriam de ser cobertas na arena, como acontece na Copa dos Campeões e Copa do Mundo, por exemplo. A construtora já avisou que não vai cobrir o nome de sua parceira. O Palmeiras enviou um comunicado para a Conmebol explicando a situação e aguarda retorno.

Palmeiras aguarda Conmebol para saber onde vai jogar na Libertadores

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O problema, porém, é que a Conmebol já abriu algumas exceções para exibição de marcas durante jogos da Libertadores. Além disso, a entidade passou por uma grande reformulação no seu comando, após os escândalos de corrupção ,e a nova diretoria ainda não é muito conhecida dos brasileiros. Ela pode aproveitar a situação para abrir exceção e ganhar apoio no país ou bater o pé e mandar que seja cumprido o regulamento.

O Palmeiras tenta negociar para conseguir encontrar um meio termo e jogar em sua casa. Financeiramente, jogar fora da arena seria um prejuízo grande para todos envolvidos. O Palmeiras perderia, fazendo uma conta superficial, mais de R$ 1 milhão só de renda, enquanto a construtora também deixaria de embolsar uma boa quantia, além de ter que dar explicações parao grupo Allianz, proprietário do naming rights do estádio palmeirense. 

A WTorre recentemente divulgou um manifesto criticando a entidade, por entender que o veto seria um retrocesso, já que diversos estádios estão se modernizando e ganhando naming rights.

Tanto membros da construtora como do clube asseguram que a última opção seria atuar fora da arena. Caso isso aconteça, os confrontos deverão ser realizados no estádio do Pacaembu.

Se a Conmebol bater o pé e decidir que não abrirá exceção e a WTorre assegurar a exibição das marcas, inicia-se um novo problema. Segundo consta no contrato da arena, o Palmeiras é obrigado a jogar em seu estádio, exceto quando a construtora não permite, por causa de shows ou alguma outra eventualidade, como troca de gramado.

Outros clubes estão de olho no que acontece no caso, como o Corinthians. O time alvinegro ainda negocia seu naming rights e sabe que a decisão da Conmebol deve interferir em outras situações.

CONFUSÃO NA VISTORIA

A Conmebol divulgou na terça-feira um comunicado negando que tivesse feito qualquer vistoria no estádio, ao contrário do informado pela construtora e clube. 

Houve apenas uma confusão de informação. A Conmebol contratou uma empresa americana para visitar os estádios da Libertadores e esta, por sua vez, acertou com um grupo brasileiro para que ele visitasse os locais, inclusive a arena palmeirense. Ciente da visita, a entidade estuda como deve reagir.

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