Palmeiras culpa árbitro e vive indefinição

Revoltados, os jogadores do Palmeiras acreditam que a desclassificação da Taça Libertadores esteve diretamente ligada à duvidosa atuação do juiz Wilson de Souza Mendonça. ?Claro que não foi pênalti. Mas a gente tinha que perder, não tinha??, questionou, irônico, o atacante Edmundo. ?Um erro valeu nossa vaga?, afirmou o goleiro Sérgio, ainda se referindo ao lance sobre o lateral são-paulino Júnior. ?Fomos desclassificados por uma falha do árbitro?, completou o zagueiro Thiago Gomes. O técnico interino Marcelo Vilar também não concordou com o comportamento do árbitro, mas fez declarações mais contidas. ?O detalhe faz a diferença. A impressão que deu foi de que o Cristian tinha pegou a bola e na seqüência acabou tocando no Júnior?, disse. ?Mas o Palmeiras sai daqui com o sentimento de ter sido prejudicado.? Terminada a participação da equipe na Taça Libertadores, resta ao Palmeiras enfrentar dois outros grandes problemas. Em primeiro lugar, a diretoria terá que definir quem será o técnico da equipe. Depois, a equipe precisará mostrar reação no Campeonato Brasileiro, já que o time ocupa a lanterna da disputa, sem nenhum ponto ganho. Não há consenso, dentro da própria direção palmeirense, sobre a permanência de Marcelo Vilar à frente da equipe principal. Analisando apenas o números, conclui-se que o treinador não teve um bom retrospecto: em três jogos, perdeu duas partidas e empatou uma. Mas conseguiu, ao menos, recuperar a auto-estima dos jogadores e selar a paz com os torcedores. Geninho, atual técnico do Goiás, Tite e até Antônio Lopes, ex-treinador do Corinthians, são cotados pela ala que quer a contratação de um novo comandante. Mesmo que não permaneça como técnico do Palmeiras, Marcelo Vilar diz ter cumprido a sua missão. ?Eu já falei mais de uma vez, não estou preocupado em continuar como técnico aqui. Quero deixar alguma coisa. Um relatório foi passado à diretoria sobre as coisas que precisam ser feitas. A situação física dos jogadores está ficando insustentável.? Falando como quem irá enfrentar o São Caetano no domingo, às 16 horas, pelo Campeonato Brasileiro, Vilar sugeriu que os principais atletas da equipe fossem poupados para o duelo no Estádio Anacleto Campanella, mesmo tendo o Palmeiras que conquistar seus primeiros três pontos na disputa. ?A intenção de mudar o time é começar um processo de recuperação física desses jogadores que passaram momentos muito difíceis, fazendo muitos jogos importantes.? Para o jogo contra o São Caetano, o Palmeiras não terá o meia Juninho, ainda se recuperando de uma contusão no tornozelo, e o goleiro Marcos, que corre contra o tempo para ainda conquistar uma vaga para a Copa do Mundo ? ele só deve voltar a treinar com bola na semana que vem. O meia Marcinho Guerreiro também deve se despedir. Foi negociado com o Olympique de Marselha, da França.

Agencia Estado,

04 Maio 2006 | 00h40

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