Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em clássico eletrizante, Palmeiras e Corinthians empatam por 3 a 3

Em jogo aberto, Vagner Love salva alvinegro no fim

GONÇALO JUNIOR, Estadão Conteúdo

06 Setembro 2015 | 18h29

O coro de apenas 1.500 torcedores do Corinthians soou forte no estádio Allianz Parque após o empate por 3 a 3 com o Palmeiras, neste domingo, em São Paulo, pela 23.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após um dos melhores jogos da competição - cinco gols foram feitos no primeiro tempo -, a igualdade favoreceu o líder do torneio, que tem agora cinco pontos de vantagem para o Atlético-MG (50 a 45). O Palmeiras, com 35, perdeu a chance de se aproximar do G-4 e lamentou o empate depois de estar três vezes à frente no placar.

A intenção do Palmeiras ficou explícita já na escalação. Com a entrada de novos laterais (Lucas e Zé Roberto), o técnico Marcelo Oliveira queria explorar as beiradas do campo. Ao explorar os avanços do lateral-esquerdo Guilherme Arana e a cobertura falha de Malcom, o time da casa descobriu o mapa da mina pela direita. 

Depois de superar o nervosismo do início, no qual errou muitos passes e confundiu velocidade com pressa, o Palmeiras começou a construir o marcador por ali. Aos 19 minutos, após bela jogada de Dudu, Lucas chutou e contou com o desvio decisivo de Guilherme Arana para abrir a contagem.

Mas já diz o ditado popular que pau que bate em Chico bate também em Francisco. O mesmo Guilherme Arana que avançava e deixava espaços mostrou que valia apostar na ofensividade. Aos 24 minutos, Malcom construiu toda a jogada e tocou para Arana se redimir. Ele invadiu a área como um veterano e tocou na saída de Fernando Prass: 1 a 1. A estratégia de jogar pelas pontas continuou como a mais efetiva para os dois lados. Dois minutos depois, Lucas cruzou para o gol de cabeça de Robinho. Grande parte da equipe correu para cumprimentar o lateral-direito pelo cruzamento. Justo.

A explicação para tantos gols, um depois do outro, está na eficiência dos laterais, que destruíram o esquema defensivo dos dois lados. A jogada de linha de fundo comprovou que é quase mortal quando feita com velocidade e bom posicionamento dos atacantes. Isso ficou claro de novo aos 37 minutos. O Palmeiras não conseguiu anular a jogada aérea do Corinthians com a escalação de Leandro Almeida no lugar de Victor Ramos. Amaral se atrapalhou, fez um gol contra e permitiu o novo empate: 2 a 2.

Quando os torcedores tentavam recuperar o fôlego diante de um primeiro tempo alucinante, Dudu colocou o Palmeiras na frente de novo após cobrança de escanteio. De novo uma jogada de linha de fundo que deu certo após falha de posicionamento da defesa do Corinthians, algo raro no torneio. Não era possível que o jogo continuasse naquele ritmo kamikaze, lá e cá. O segundo tempo voltou ao "normal", como o jogo mais centrado no meio. Mesmo assim, houve chances para os dois lados. Zé Roberto podia ter matado o jogo, Fernando Prass salvou um gol certo de Cristian e logo depois, em um lance de sorte, aos 33 minutos, a bola bateu na cabeça de Vagner Love e entrou. Nos acréscimos, Cássio garantiu o empate ao espalmar cabeçada de Leandro Almeida.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 3 CORINTHIANS

PALMEIRAS - Fernando Prass; Lucas, Leandro Almeida, Victor Hugo e Zé Roberto; Arouca, Amaral, Robinho (João Paulo) e Dudu (Allione); Gabriel Jesus e Alecsandro (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Ralf (Danilo), Marciel (Cristian), Jadson e Renato Augusto; Malcom (Rildo) e Vagner Love. Técnico: Tite.

GOLS - Lucas, aos 19, Guilherme Arana, aos 24, Robinho, aos 26, Amaral (contra), aos 37, e Dudu, aos 41 minutos do primeiro tempo; Vagner Love, aos 33 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Gabriel Jesus, Lucas, Dudu, Leandro Almeida, Robinho e João Paulo (Palmeiras); Cristian, Fagner e Gil (Corinthians)

ÁRBITRO - Raphael Claus (Fifa/SP).

RENDA - R$ 2.578.440,00.

PÚBLICO - 35.707 pagantes.

LOCAL - Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP).

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