Palmeiras e Lusa empatam por 3 a 3

O Palmeiras, apático e sem criatividade em campo, não conseguiu nada além de um empate por 3 a 3 contra a Portuguesa, hoje à tarde, em São José do Rio Preto. O resultado, que tirou da equipe a liderança do Rio-São Paulo (o São Paulo tem os mesmos 23 pontos, mas leva vantagem no saldo de gols), só não foi pior graças às cobranças de bola parada do lateral-direito Arce, responsável direto pelos dois primeiros gols da equipe. Do outro lado, pela Lusa, mais uma vez o atacante Ricardo Oliveira foi o destaque, com dois belos gols em chutes de fora da área. O jogo começou com domínio da Lusa, que partiu para cima do adversário e acabou surpreendendo o favorito Palmeiras. Aos 9 minutos, o meia Ricardo Lopes recebeu próximo à area, conduziu e disparou para o gol. A bola ainda desviou em Sinval, matando o goleiro Marcos: 1 a 0. O meio-campo do Palmeiras perdia todas as jogadas e o meia Alex praticamente não tocava na bola. A raça da Lusa fazia a diferença na partida, até que, aos 26 minutos, Arce bate escanteio e Alexandre desvia para o gol de Bosco, empatando o jogo. Com o gol, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo se anima, criando várias oportunidades de gol. A virada vem aos 35. Arce cobra falta e põe a bola na cabeça de Galeano: 2 a 1. De um lado, as bolas paradas, de outro, os chutes de longa distância. Os jogadores da Portuguesa não estavam mesmo confiando no goleiro Marcos e arriscaram várias vezes de fora da área. No empate, aos 44, Ricardo Oliveira, sem marcação e de costas para o gol, recebeu passe do meio-de-campo, dominou, girou e chutou forte no canto direito do goleiro, que demorou a pular. Os dois times voltaram mais cautelosos no segundo tempo. No intervalo, Luxemburgo tirou o volante Claudecir e pôs Juninho, para dar mais velocidade ao time. O Palmeiras, sem o menor poder de criação, dependia exclusivamente das jogadas individuais dos jogadores de frente. Pela Lusa, quase todas as jogadas passavam por Ricardo Oliveira. O jogador pediu dias antes do jogo ao técnico Valdir Espinosa para jogar mais afastado da área, porque achava que renderia mais dessa forma. Parece que acertou. Mais uma vez de fora da área, o atacante fez o terceiro gol da Portuguesa, um golaço, numa bomba com a perna esquerda, acertando o canto direito de Marcos, que ainda tocou na bola.

Agencia Estado,

17 Março 2002 | 19h09

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