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Santos FC

Palmeiras e Santos se reencontram em momentos distintos

Alviverde chega pressionado diante de um rival tranquilo

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Daniel Batista, Gonçalo Junior,
O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2016 | 07h00

Palmeiras e Santos disputam no Allianz Parque, às 17h, o clássico de maior rivalidade do futebol paulista da atualidade. No ano passado, foram sete confrontos, todos efervescentes, e neste sábado não deverá ser diferente. Assim como aconteceu no último encontro, marcante para os palmeirenses com a conquista da Copa do Brasil, as equipes chegam em momentos distintos. 

 Na final do torneio nacional, os palmeirenses eram os azarões e surpreenderam. Hoje, o time alviverde coleciona más atuações e inicia o ano com mais desconfianças do que certezas. O elenco já fala em jogar para apoiar o técnico Marcelo Oliveira, que minimiza, mas tem consciência de que um tropeço pode pressioná-lo ainda mais no cargo. 

O Santos vive um período de calmaria. Está invicto na competição – embora as atuações não tenham sido memoráveis –, manteve a base do ano passado e parece mais organizado em campo. 

Rivalidade e disputas pessoais não faltarão. A principal delas é mais um reencontro entre Fernando Prass e Ricardo Oliveira. Os dois experientes jogadores que já se desentenderam diversas vezes e têm mais um encontro nesta tarde. “Toda a situação que vivemos é coisa do passado”, disse o atacante santista. 

Marcelo Oliveira acredita que o rival vai para o jogo de forma parecida com a do último encontro. “Realmente mudou muito pouco. O Santos continua veloz, insinuante e toca muito a bola. Para tirar proveito, nós precisamos marcar forte”, analisou o treinador. 

Se pouca coisa mudou no Santos, a conversa é diferente no Palmeiras. Marcelo Oliveira ainda tenta encontrar uma forma para a equipe jogar melhor. Diante do River Plate-URU, ele apostou no esquema 4-3-3 com três volantes e dois deles (Arouca e Jean) saíram mais para o jogo. Marcelo pode repetir a formação ou ainda colocar Robinho no lugar de um deles. 

O treinador comandou um treino sem a presença da imprensa ontem e a única confirmação foi a ausência de Barrios, com dores musculares. Apesar do mistério, o técnico nega segredo. “O que precisa de novidade no Palmeiras é a gente fazer gols e não levá-los. Fechamos o treino para criar algumas jogadas de bola parada e também observar variações”. 

Do lado santista, Dorival Junior está precavido contra essa bola parada. Ao longo da semana, o treinador ensaiou as jogadas defensivas, principalmente pelo alto. E tentou corrigir o posicionamento dos zagueiros Lucas Veríssimo e Gustavo Henrique, que serão titulares novamente mesmo com as oscilações nos primeiros jogos. David Braz e Paulo Ricardo estão contundidos. 

Na frente, uma dúvida permanece: o substituto para Marquinhos Gabriel. O novo contratado Paulinho foi testado, teve altos e baixos e ficou fora do último jogo por febre; o argentino Patito teve chance no último jogo e o treinador afirmou que poderá escalar até o jovem Serginho, que foi bem no amistoso contra o Bahia. Se optar por Serginho, Dorival vai adotar o 4-4-2, deixando de lado o 4-3-3 do ano passado. 

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Jean e Arouca; Dudu, Erik e Alecsandro

Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Patito

Técnico: Dorival Júnior

JUIZ: Raphael Claus

LOCAL: Allianz Parque

HORÁRIO: 17h

 

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