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Allianz Parque

Palmeiras luta, mas perde para o Nacional em casa por 2 a 1

Equipe pressiona, manda bola na trave, mas não consegue superar a marcação dos uruguaios e tem primeira derrota na Libertadores

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Daniel Batista,
O Estado de S. Paulo

10 Março 2016 | 00h04

Como aconteceu diante do Rosario Central, o Palmeiras teve um jogo eletrizante, com emoção até o último minuto. Desta vez, sem ter motivos para sorrir. Derrota por 2 a 1 para o Nacional-URU, no Allianz Parque. O time as sabia o que precisava fazer para não decepcionar os mais de 37 mil torcedores que foram ao estádio crentes em mais uma vitória e a certeza de novos tempos para a equipe. Era repetir o que fez na primeira etapa do jogo com o Rosario.

No domingo, o Palmeiras tem pela frente o São Paulo e vai a campo com mais dúvidas do que certezas sobre sua capacidade. As vitórias diante de Rosario e Capivariano, talvez tenham sido ilusórias. Um jogo o resultado foi conquistado no sufoco e no outro, o adversário era o lanterna do Campeonato Paulista.

Na quarta-feira, não faltou vontade do lado verde. Justamente como aconteceu contra o Rosario. Mas o futebol não é feito só de disposição. É preciso organização tática e qualidade com a bola no pé, algo que faltou como faltara em tantas outras oportunidades.

O técnico Marcelo Oliveira, acreditando que tenha achado o time ideal, repetiu a formação que derrotou os argentinos do Rosario. Talvez ele tenha lembrado apenas o placar (2 a 0) e o bom primeiro tempo. Período que foi lembrado, em partes, apenas na segunda parte do jogo de ontem, quando o time verde passou a apostar tudo no ataque e só ele ficou com a bola.

Ficou, então, ainda mais evidenciado as deficiências da equipe. Muita correria, trombadas e cruzamentos para a área. O Nacional, que foi para a arena sabendo que um empate já seria um grande resultado, jogou recuado e retardando ao máximo todo lance, para fazer o tempo passar. Sem contar as pancadas em Dudu e Gabriel Jesus, do início ao fim do jogo e as tradicionais reclamações contra a arbitragem. Como um típico jogo de Libertadores.

Pressão. Uma possível vitória se tornou uma sofrida derrota em apenas três minutos. Aos 37, Nico López saiu livre na cara de Prass, driblou o goleiro e mandou para as redes. Três minutos depois, outra pane na zaga alviverde e Barcia aproveitou lançamento e tocou na saída do goleiro. Parecia um pesadelo para os palmeirenses.

Ainda na primeira etapa, Fucile foi expulso após falta em Gabriel Jesus, que deu mais um alento aos palmeirenses. O atacante aproveitou rebote da defesa, driblou o goleiro e diminuiu a diferença. Esperança.

Na etapa final, um ataque contra defesa no Allianz Parque. O pouco que existia de esquema tático no Palmeiras se foi de vez e a equipe partiu desordenadamente para cima. Vitor Hugo, o zagueiro, virou centroavante, na espera de um cruzamento para a área. 

Aos 49, um lance incrível. Após cobrança de falta para a área, a bola sobrou para Lucas, que acertou uma bomba na trave. Prass estava na área para tentar salvar o time mais uma vez. Desespero sem fim até os últimos minutos e que não adiantou de nada. O Palmeiras mais uma vez não fez a sua parte.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 2 NACIONAL-URU

GOLS: Nico López aos 37, Barcia aos 40 e Gabriel Jesus aos 48 minutos do 1º tempo.

PALMEIRAS (4-3-3): Fernando Prass; Lucas, Thiago Martins (Egídio), Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Jean (Allione), Robinho, Dudu e Gabriel Jesus; Cristaldo (Alecsandro). 

Técnico: Marcelo Oliveira.

NACIONAL-URU (4-4-2): Conde; Fucile, Eguren, Victorino e Espino; Barcia (Carballo), Porras, Romero e Ramirez; Nico López (Léo Gamalho) e S. Fernandez (Cabrera). 

Técnico: Gustavo Muñua.

JUIZ: Enrique Osses (Chile).

CARTÕES AMARELOS: Zé Roberto, Fucile, Eguren, Thiago Martins, Sebástian Fernandez, Egídio, Conde, Romero, Nico López.

CARTÕES VERMELHOS: Fucile e Léo Gamalho. 

PÚBLICO: 37.073 pagantes.

RENDA: R$ 2.490.655,54.

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo.

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