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Palmeiras não empolga e só empata com o River Plate no Uruguai

Alviverde fica no 2 a 2 em sua estreia na Copa Libertadores

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Daniel Batista,
O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2016 | 23h39

O time foi diferente. O roteiro, o mesmo de outros jogos. Um time com enormes dificuldades de criação, pouca movimentação e que vive de lampejos do Dudu. Assim foi a estreia do Palmeiras na Libertadores e o empate por 2 a 2 com o River Plate-URU, em Maldonado.

Após tantos pedidos, finalmente Marcelo Oliveira mexeu na formação do Palmeiras. Abriu mão do 4-2-3-1 e escalou um 4-3-3 com Erik e Thiago Santos na equipe e Gabriel Jesus e Robinho, respectivamente, no banco.

Seria uma formação ofensiva. O problema é que os três do meio eram volantes, casos de Thiago Santos, Arouca e Jean. O treinador levou dois meias para o Uruguai. Robinho ficou no banco de reservas e Allione foi cortado dos suplentes.

Com a nova tática, o tive continuou sem criatividade, embora Jean e Arouca mostrem boa técnica, e ainda mostrou outra deficiência. Sem meia, o que se via era um Palmeiras na defesa e outro no ataque. Um espaço enorme entre os volantes e os atacantes, faziam com que os manjados “chutões” para frente e cruzamentos para a área ditassem a primeira etapa do jogo.

Na única vez que conseguiram abrir espaço na defesa do River, Barrios saiu na cara do gol, mas se atrapalhou com a bola e o gramado e acabou desarmado.

A ideia de Marcelo Oliveira parecia que não iria se concretizar. Ele esperava ver Thiago Santos na proteção da zaga e Jean e Arouca subindo mais ao ataque. Até que aos 34 minutos pela primeira vez saiu a jogada que o treinador queria.

Thiago Santos recuperou a bola, tocou para Dudu, que livre, apareceu pelo meio e deu lindo passe no meio da zaga para Jean, que entrou de surpresa e bateu na saída do goleiro. Enfim, saiu uma jogada.

Sem solução. No intervalo, Gabriel Jesus entrou no lugar de Erik. Nem deu tempo do garoto tocar na bola e o River empatou. Aos 4, após rápida troca de passe, Schiappacasse entrou na área e foi derrubado por  Prass. Na cobrança do pênalti, Michael Santos empatou.

Ao contrário do que acontece quando leva um gol, o time alviverde não se abateu e foi para cima. Alecsandro entrou no lugar de Barrios e em seu primeiro toque na bola, recebeu passe de Zé Roberto e ajeitou de peito para Gabriel Jesus encher o pé e marcar o segundo. Os reservas pareciam que iriam resolver a partida.

Mas como todos os problemas do passado estavam em campo ontem, mais um apareceu. Aos 18, cobrança de escanteio para a área do Palmeiras e Montelongo, sozinho, cabeceou sem chances para Prass.

Robinho no lugar de Arouca foi a última cartada de Marcelo Oliveira. E o Palmeiras se mandou para o ataque de qualquer jeito, a espera de um cruzamento certo. Não deu e teve que se contentar com um amargo empate em Maldonado.

FICHA TÉCNICA

RIVER PLATE-URU: Nicola Pérez; Montelongo, Ronaldo Conceição, Darío Flores e Diego Rodríguez; Ángel Rodríguez, Ale e Cristián González e Tajam (Ribas); Michael Santos (Rosso) e Schiappacasse

Técnico: Juan Ramón Carrasco

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Arouca (Robinho), Jean, Erik (Gabriel Jesus) e Dudu; Lucas Barrios (Alecsandro)

Técnico: Marcelo Oliveira

GOLS: Jean, aos 34 do 1º Tempo; Michael Santos, aos 4, Gabriel Jesus, aos 13 e Montelongo, aos 18 do 2º Tempo

CARTÕES AMARELOS: Ángel Rodríguez, Lucas, Fernando Prass, Roger Carvalho e Zé Roberto

RENDA: Não divulgada

PÚBLICO: Não divulgado

LOCAL: Domingo Burgueño Miguel, em Maldonado (URU)

JUIZ: Julio Bascuñan-CHI

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