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Palmeiras procura paz no Pacaembu contra o Atlético-MG

Daniel Batista - O Estado de S. Paulo

27 Agosto 2014 | 07h 00

Após a vitória contra o Coritiba no Brasileiro, Alviverde busca um bom resultado para amenizar a crise em meio à festa do centenário

Enquanto a torcida do Palmeiras continua a celebração do centenário, o time volta a campo nesta quarta sem clima para euforia diante do Atlético-MG, no Pacaembu, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Jogadores e comissão técnica sabem que um tropeço diante dos mineiros será acompanhado por vaias e pressão dos torcedores, insatisfeitos com o desempenho da equipe no Brasileirão. Para deixar o ambiente mais carregado, o clube anunciou que desistiu de contratar Ronaldinho Gaúcho.

Nesse ambiente de incertezas que cerca o jogo, o técnico Ricardo Gareca disse que a ajuda da torcida é fundamental e, se não fosse por ela, a situação do time estaria bem pior.

Werther Santana/Estadão
Gareca precisa quebrar a cabeça para definir o Palmeiras, sem 12 jogadores

O treinador argentino também não esconde de ninguém que sua preocupação é com o Campeonato Brasileiro e por isso resolveu preservar alguns titulares, assim como havia feito nas partidas contra o Avaí, na rodada passada da Copa do Brasil. Desta vez, o lateral Wendel, o zagueiro Tobio e o volante Wesley poderão descansar.

Com isso, mais uma vez o zagueiro uruguaio Victorino terá a chance de atuar, enquanto Weldinho ganha outra oportunidade na lateral-direita. A principal novidade na lista dos relacionados é o jovem Gabriel Fernando, destaque do time Sub-17.

Além dos três poupados e dos ausentes por lesão nos últimos jogos (Fernando Prass, Wellington, Bruninho e Valdivia), outra ausência será o atacante Leandro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A vitória sobre o Coritiba por 1 a 0, pela última rodada do Brasileirão, serviu para tirar o time da zona de rebaixamento da competição e dar maior tranquilidade para trabalhar, mas isso não significa paz. “Estou tranquilo por isso? Não, porque é muito pouca produção minha no comando do Palmeiras. Não me conformo com isso”, disse Gareca, após o jogo de sábado, deixando claro estar consciente de que muita coisa ainda precisa ser feita.

A expectativa da comissão técnica e dos dirigentes é a postura dos jogadores em campo hoje. Existe também uma preocupação com algumas falhas sucessivas, como na bola parada. O treinador tem trabalhado bastante com os atletas para corrigir esses erros e espera melhorias no jogo de hoje.

Com o objetivo de voltar a ter mais a torcida comum no estádio e não só as organizadas, o Palmeiras fez uma promoção de ingressos: o Tobogã, que custava R$ 40, caiu para R$ 15. E as arquibancadas vermelha, amarela e laranja custarão 50% mais barato e sairão por R$ 30.

No Atlético-MG, o técnico Levir Culpi deve promover apenas uma mudança no time. O atacante Jô, que foi reserva no jogo passado, contra o Internacional, volta para a equipe no lugar de André. A equipe mineira deve explorar bastante a bola aérea, principalmente com Jô e Leonardo Silva.

Ronaldinho não vem. A diretoria do Palmeiras anunciou ontem que desistiu de contratar o jogador. Em uma reunião com Assis, agente e irmão de Ronaldinho, que se estendeu até às 18h, o acordo esteve muito próximo de ser fechado. Mas no momento de acertar detalhes finais da transação, Assis teria exigido um salário mais alto. O Palmeiras não aceitou e recuou.

“O Ronaldinho Gaúcho é um jogador diferenciado, não é uma negociação comum. Pegou na parte financeira e eu até tinha dado a contratação como certa, não tenho informação do porquê não aconteceu. As pessoas sabem como é difícil negociar com o staff dele”, disse o presidente Paulo Nobre, pouco antes do início da festa de comemoração do centenário do clube, ontem, em São Paulo.

O maior impasse na negociação estava ligado ao valor mensal que o clube repassaria a Ronaldinho. O Palmeiras ofereceu R$ 200 mil e bônus por produtividade, além de porcentagem em patrocínios conquistados pelo clube. Assis gostaria que seu cliente recebesse R$ 400 mil, além da produtividade por número de jogos realizados, metade do que o clube receberia de patrocínio no período em que ele ficaria no time e ainda 10% da renda dos jogos em que o astro entraria em campo.