Andres Stapff/Reuters
Andres Stapff/Reuters

Palmeiras reage no segundo tempo e consegue grande virada contra o Peñarol; jogo termina em confusão

Alviverde encaminha vaga com vitória por 3 a 2 sobre uruguaios

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2017 | 23h44

Um começo horrível na primeira etapa e o término genial no segundo tempo. A atuação ambígua do Palmeiras contra o Peñarol, nesta quarta-feira, em Montevidéu, terminou com vitória de virada por 3 a 2, pela Copa Libertadores, porque o técnico Eduardo Baptista conseguiu corrigir as escolhas erradas na escalação. O resultado acalmou o momento ruim e deixa o time perto das oitavas de final. Após a partida, jogadores do Palmeiras e do Peñarol protagonizaram cenas lamentáveis, no campo e nos vestiários. A briga generalizada chegou às arquibancadas, envolvendo torcedores dos dois times.

Com o resultado, o Palmeiras ampliou a liderança no grupo e precisa agora apenas de um empate nos dois próximos jogos para se classificar sem depender de outros resultados. O grande resultado no Uruguai ameniza a tristeza pela eliminação no Campeonato Paulista, no sábado, e mostra o quanto time pode reagir, mesmo quando tudo começa mal.

Baptista escalou o time titular pela primeira vez no ano com três zagueiros. No papel, o plano era se reforçar diante das jogadas aéreas. Na prática, foi um completo fracasso. O Palmeiras foi incompetente na marcação, mesmo ao se posicionar com uma linha de cinco defensores, e inofensivo no ataque. Borja atuou sozinho no setor. A bola só chegava nele nos chutões, pois não havia criação de jogadas. O time passou o primeiro tempo sem chutar a gol.

Por esse panorama, o intervalo com o placar de 2 a 0 contra foi justo. O Peñarol fez os gols, aos 12 e aos 39 minutos, em dois cruzamentos vindos do lado direito. Se no primeiro foi justificável questionar uma falta em Mina, o segundo clareou o quanto a equipe estava caótica. Os uruguaios fizeram uma linha de passe dentro de área contra uma defesa com três zagueiros.

Abatido, o Palmeiras quase levou o terceiro e teve como maior aliado o fim do primeiro tempo. Apenas a interrupção do jogo poderia deixar o time menos perdido após 45 minutos catastróficos. Não por acaso, para o segundo tempo o esquema de três zagueiros foi desfeito, com duas substituições.

As alterações e o respectivo efeito positivo deixam o treinador palmeirense em um paradoxo entre o acerto nas trocas e o erro pelas escolhas iniciais. Pelo menos o time se salvou, com um reação  avassaladora e três gols em menos de 30 minutos na etapa final.

Com Willian e Tchê Tchê em campo, o Palmeiras passou a ter saída de bola e adquiriu dinamismo no ataque. No primeiro chute a gol, aos 3, Willian marcou de voleio. O empate veio com Mina, e novamente Willian, já aos 27, virou. O 3 a 2 parecia um milagre, mas soou mais como um alerta para o treinador não voltar a alterar tanto de uma vez só a formação do time.

FICHA TÉCNICA

PEÑAROL 2 x 3 PALMEIRAS

PEÑAROL: Guruceaga; Petryk (Rossi), Quintana, Villaba e Hernández; Silva (Angel Rodríguez), Nández, Novick (Dibble) e Cristian Rodríguez; Arias e Affonso. Técnico: Leonardo Ramos.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Yerry Mina, Edu Dracena e Vitor Hugo (Willian); Jean, Felipe Melo, Guerra e Egídio (Tchê Tchê); Róger Guedes (Keno), Michel Bastos e Borja. Técnico: Eduardo Baptista.

Gols: Affonso, aos 12, e Arias, aos 39 minutos do primeiro tempo; Willian, aos 3, Mina aos 17 e Willian aos 27 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Enrique Cáceres (Paraguai)

Cartões amarelos: Felipe Melo, Nández, Borja, Silva, Edu Dracena, Michel Bastos 

Público e renda: Não divulgados

Local: Campeón del Siglo, em Montevidéu.

Mais conteúdo sobre:
Palmeiras Futebol Libertadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.