Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras volta a se distanciar de organizada depois de protesto

Incidente no domingo, antes de jogo o Flamengo, estremece relação que aos poucos retornava a se estreitar

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2017 | 07h00

O protesto da torcida organizada Mancha Alviverde no domingo, seguido por uma nota oficial da diretoria do Palmeiras na tarde desta segunda-feira estremeceu a relação entre as duas partes. Em um ano marcado pela reaproximação entre ambas, o episódio deve selar uma nova forma de convívio.

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Com a entrada de Mauricio Galiotte no cargo e a saída de Paulo Nobre, o clube e a organizada tinham se reaproximado, após anos de rompimento institucionalizado. Em abril, por exemplo, membros da organizada foram autorizados a entrar na Academia de Futebol para entregar uma carta de incentivo ao elenco antes de enfrentar a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista.

Em fevereiro, a principal contratação para o ano, o colombiano Miguel Borja, desembarcou no Brasil com recepção calorosa feita pela facção. O atacante inclusive vestiu camisa e o boné da Mancha na ocasião, além de ter sido carregado nos ombros por alguns dos presentes.

Todo esse vínculo recuou a partir de domingo. O ato convocado pela Mancha para cobrar o time pela má fase foi encarado pelo Palmeiras como exagerado. O arremesso de pamonhas e pipoca contra o veículo que transportava o time acabou por danificar um dos vidros. Os estilhaços atingiram Keno e Jailson, mais a nutricionista da equipe. Ninguém se feriu.

"Acho normal a cobrança. Só não acho normal passar dos limites, como foi. Algumas cenas do protesto me chatearam bastante", disse o atacante Deyverson, autor de dois gols na domingo. Nesta segunda-feira o presidente do clube, Maurício Galiotte, assinou nota oficial em que contou ter pedido à polícia para investigar o protesto e prometeu se afastar das organizadas. "Reitero que seguirei mantendo a política de não conceder qualquer privilégio às torcidas organizadas", escreveu.

Horas depois, o conselheiro do clube e líder da Mancha Alviverde, Paulo Serdan, atacou Galiotte. Durante transmissão ao vivo pelo seu perfil no Facebook, ele questionou a postura do dirigente. “Lá no clube, você assumiu a sua incompetência, assumiu para mim os seus erros. Você não falou para mim que o Cuca ligou para dois jogadores do Palmeiras para eles não jogarem contra o Corinthians? Você não falou que tem a gravação disso aí? Por que você não solta isso para a imprensa, Maurício?", criticou.

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