Para Parreira, faltam mais 10 pontos

Da seqüência de cinco jogos contra São Caetano, Botafogo-RJ, Palmeiras, São Paulo e Vasco, o Corinthians terá de alcançar pelo menos três vitórias e um empate para terminar a primeira fase do torneio Rio-São Paulo entre os quatro classificados. A previsão é do técnico Carlos Alberto Parreira, que imagina no mínimo 28 pontos ganhos para a sua equipe nesta primeira fase da competição. "Ainda não parei para fazer contas, mas como os clubes que estão nas primeiras colocações jogarão entre si, quem sabe até com três vitórias poderemos nos classificar se houver uma combinação de resultados favoráveis", acrescenta o técnico. O próprio Parreira reconhece que o desafio é difícil. Mas vê boas possibilidades, principalmente se o Corinthians começar a seqüência de jogos com uma vitória diante do São Caetano, no ABC. "Seria importantíssimo não só pelos três pontos, mas principalmente para não permitir que o São Caetano passe à nossa frente. Aliás, todos os cinco adversários estão na nossa frente na competição". Parreira tem acompanhado o São Caetano com algum interesse. Considera o time de Jair Picerni um exemplo de boa organização para o futebol brasileiro. No domingo, por exemplo, enviou o auxiliar Jairo Leal a Niterói especialmente para observar as duas equipes, já que depois do São Caetano o Corinthians enfrenta o Botafogo-RJ. Jairo voltou impressionado. "O São Caetano apresentou um bom futebol e não merecia ter perdido. O problema é que o Dodô está num momento iluminado e fez a diferença", contou Parreira. De acordo com o treinador corintiano, o São Caetano combina a boa qualidade de seus jogadores com um bom conjunto. "A base é a mesma dos últimos três anos, o técnico é o mesmo e os jogadores contratados para o lugar dos que foram negociados são de ótima qualidade. Até o esquema é o mesmo: o São Caetano continua ofensivo, não é time de ficar atrás". Nesse aspecto, Parreira imagina que vai ser até bom enfrentar uma equipe forte como o São Caetano. O jogo franco também favorece o Corinthians, que tem um bom toque de bola e costuma jogar com muita velocidade quando há espaços. As informações do volante Fabinho, contratado do São Caetano, ainda sugerem o bom estado do gramado. "Pelo menos na minha época o time só podia treinar lá uma vez por semana. Além disso, eles sempre cuidaram muito bem do campo. Nesse aspecto, o Corinthians não deve encontrar nenhum problema". Fabinho, aliás, é o jogador menos à vontade no elenco corintiano para esse jogo. Contratado com o dinheiro da Hicks por U$ 1,5 milhão do próprio São Caetano, o volante assinou contrato com o Corinthians até 2005, mas foi surpreendido pela informação de que 50% de seu passe acabou ficando para seu ex-clube. A solução de dividir os direitos federativos do jogador com o São Caetano foi proposta pela Hicks Muse, que não tinha dinheiro para honrar o pagamento da segunda metade do passe de Fabinho. O jogador não ficou muito satisfeito com a solução. "Tinha algumas coisinhas para acertar no meu contrato e agora não sei como vai ficar a minha situação. Aliás, com toda essa mudança já nem sei se vou cumprir o meu contrato até 2005, como assinei." A não ser essa questão envolvendo Fabinho, o ambiente no Parque São Jorge não poderia ser melhor após a vitória sobre a Ponte. Até o meia Ricardinho, que deixou o Morumbi sentindo dores musculares na coxa direita e corria o risco de não enfrentar o São Caetano, deve treinar normalmente nesta terça-feira. Se Ricardinho não sentir nenhum desconforto, Carlos Alberto Parreira vai repetir o mesmo time dos últimos jogos. "Hoje, com a chegada do Fumagalli, até já temos a opção de mudar, mas como o esquema com três atacantes vem se mostrando eficiente, vamos seguir com ele", assegura o treinador.

Agencia Estado,

18 Março 2002 | 20h54

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