Passeata antifutebol desafia segurança no dia da final

Uma passeata contra o mercantilismo no futebol, marcada para o dia 9 de julho, data da final da Copa do Mundo, está causando dores de cabeça para a polícia de Berlim. Cerca de 20 mil devem comparecer à marcha de protesto, segundo os organizadores.. O organizador, Manfred Wühr, disse que não aceita mudar a data do evento, que, segundo ele, está marcado há cinco anos. "As autoridades dormiram naquele momento e não nos levaram a sério durante todo esse tempo", reclamou Wühr, que incluirá no protesto dizeres sobre a necessidade de educar os jovens. O dirigente do sindicato dos policiais de Berlim, Konrad Freiberg, diz que não a polícia não tem como vigiar a passeata. "Não temos como garantir segurança para um evento de amplitude durante a Copa do Mundo", afirmou o policial, que vai continuar apelando para o bom senso dos manifestantes. A final da Copa será realizada no Estádio Olímpico, que tem capacidade para 66 mil espectadores, às 20 horas pelo horário local (15 horas, em Brasília). A segurança durante as partidas é questão de honra e tem sido motivo de grande preocupação no Comitê Organizador da Copa.

Agencia Estado,

25 Maio 2006 | 12h23

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