Paulista também decepciona em público

Clássico para ninguém no Rio, duelo de equipes paulistas com estádios vazios. Assim como no Carioca, a falta de público também é o problema do Paulista da Série A1. Sem os times tradicionais, a competição perdeu seu brilho e não desperta a atenção da torcida. Dirigentes, contudo, divergem em opiniões. Uns gostam do regulamento, pois podem, enfim, ganhar um título. O Paulista conta com 12 times que se enfrentam em turno e returno, com pontos corridos. O campeão sobe para o Rio-São Paulo e disputa um quadrangular - o superpaulista - com os três melhores do Estado no regional, que hoje seriam Palmeiras, Corinthians e São Paulo. "Admiro muito o Farah, mas não concordei com este regulamento de tirar os grandes. O reflexo está aí, o nível caiu e a torcida esvaziou os estádios", disse Henrique Stort, gerente de Futebol do Mogi Mirim. "Preferia ter caído para a Segunda Divisão e depois lutar para subir," completou, lembrando que o Mogi foi rebaixado em 2001. Neste torneio é o 5.º com 22 pontos. O União São João lidera com 28, seguido de Ituano (26) e Juventus e Santo André (23). Oliveira Júnior, administrador de Futebol do Ituano e Paulo Sergio Tognasini, técnico do Juventus, vêem com bons olhos a competição. "Sem os grandes, há uma igualdade de condições que motiva os times. E agora o campeão será um pequeno, que antes jamais poderia sonhar com isso, além de disputar vaga na Copa do Brasil ou Libertadores." E ressalta: "Ituano x Corinthians, o estádio também estaria vazio, pelo descredito do nosso futebol," disse. "Agora, o Juventus briga por título," disse Tognasini, lembrando que estádio vazio não é privilégio dos pequenos. "Juventus x Santo André teve mais gente que Santos x Guarani."

Agencia Estado,

25 Março 2002 | 20h22

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